Presidente nacional do PT cobra definição para disputa ao governo de Goiás e dá prazo
Hoje, quatro nomes se colocam como pré-candidatos do PT ao governo de Goiás

A contagem regressiva começou no PT. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, cobrou dos diretórios estaduais — incluindo o de Goiás — a definição dos nomes que vão disputar os governos estaduais até sábado, 7 de fevereiro. A data não é aleatória: marca a celebração dos 46 anos do PT, em Salvador, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O evento é tratado internamente como um “pré-lançamento” da pré-candidatura de Lula à reeleição, ocasião em que o partido pretende apresentar ao país os palanques estaduais que vão sustentar o projeto petista em 2026. O problema é que, em Goiás, o nome ainda não saiu do papel.
Hoje, quatro pré-candidatos se colocam na disputa interna do PT goiano pelo Palácio das Esmeraldas: o jurista Valério Luiz, o vereador Edward Madureira, o ex-deputado estadual Luis César Bueno e o jornalista Cláudio Curado.
A lista foi confirmada e voltou à mesa após reunião da Executiva estadual do partido, realizada nesta segunda-feira (2), em Goiânia. O encontro terminou sem definição. A escolha ainda não era o objetivo da reunião e deve ocorrer “nos próximos dias”.
Questionada se o PT goiano conseguirá anunciar seu pré-candidato dentro do prazo dado pela direção nacional, Adriana afirmou que vai “fazer tudo para isso”. Nos bastidores, porém, o clima é de cautela.
Fontes petistas colocam em dúvida a possibilidade de um desfecho até sábado. A avaliação é de que o debate interno tende a se intensificar, com novas reuniões e disputas de posição. “Pelo tom da reunião de hoje, não acredito que seja definido até sábado”, resumiu um dirigente.
Executivo ou Legislativo
Apesar dos quatro nomes colocados, a disputa real hoje se concentra em Valério Luiz e Edward Madureira. Internamente, cresce a tendência de que o jurista leve vantagem e seja escolhido para encabeçar a chapa majoritária em Goiás, funcionando como palanque para Lula no estado.
A avaliação do partido é pragmática. Lideranças entendem que Edward Madureira teria mais chances de vitória disputando uma vaga na Câmara dos Deputados do que enfrentando uma eleição difícil para o governo estadual. Essa leitura dialoga com a estratégia nacional do PT para 2026.
Assim como seu principal adversário político, o PL, o partido de Lula tem priorizado a formação de chapas fortes para o Legislativo, com foco em ampliar a bancada em Brasília, mesmo que isso signifique abrir mão de disputas mais competitivas nos Executivos estaduais.
No caso do Senado, a tendência em Goiás é de que o PT apoie um nome de legenda aliada, como Cidadania ou PV, reforçando alianças em vez de lançar candidatura própria.
Lançamento “informal” em Salvador
A comemoração dos 46 anos do PT acontece entre quinta-feira (5) e sábado (7), em Salvador, e deve reunir militantes, ministros, parlamentares e dirigentes de todo o país. A programação inclui debates internos no Hotel Fiesta, no bairro Itaigara, e culmina no ato político de sábado, no Trapiche Barnabé, com Lula.
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Internamente, o evento é visto como um “lançamento informal” da pré-candidatura do presidente à reeleição, curiosamente na mesma cidade onde o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), lançou sua pré-candidatura ao Planalto em abril do ano passado.
Apesar de a Bahia ainda ser considerada um reduto histórico de Lula, dirigentes do PT admitem preocupação com a perda de hegemonia na região. O avanço de adversários do partido e a movimentação de nomes da direita moderada no Nordeste acenderam o sinal de alerta.
Nesse cenário, definir — ou não — os palanques estaduais até sábado deixou de ser apenas um detalhe burocrático. Para o PT, virou uma demonstração pública de força, organização e rumo político. Em Goiás, por enquanto, o partido ainda procura esse caminho.

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