Pastor para prefeito goiano: “Vou fazer por R$ 15 mil, para os outros cobro R$ 30 mil”
De acordo com Kelton Pinheiro afirmou que pastor Arilton Moura tentou negociar pagamento ilícito para liberar recursos do Ministério da Educação.

O prefeito de Bonfinópolis (37 km de Goiânia), Kelton Pinheiro (Cidadania), contou detalhes do suposto pedido de propina de R$ 15 mil feito pelo pastor Arilton Moura, para facilitar a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC).
O líder religioso fez questão de afirmar que faria um “desconto no valor da propina” por ser amigo do pastor Gilmar Santos, que havia feito o pedido de “ajuda” para que liberasse o dinheiro a Bonfinópolis.
“Sentou do meu lado, em um dos lados da mesa e falou: Olha prefeito, eu vou ser direto com você. Tem um recurso para liberar com o ministro, mas preciso de R$ 15 mil hoje”.
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Kelton destaca ainda que o líder religioso foi além e afirmou que daria um desconto na propina pelo prefeito ser uma indicação do pastor Gilmar Santos.
O discurso dele, que ainda me deixou mais chateado, foi de que ‘preciso desse pagamento hoje porque vocês políticos não tem palavras, vocês não cumprem com o que prometem. Depois coloco o recurso lá e você nem me paga. Vou lhe fazer R$15 mil porque você foi indicado pelo pastor Gilmar, que é meu amigo para os outros aqui o que eu cobro é R$ 30 mil’.
Ele afirmou que Arilton fez o pedido ilícito durante um almoço com pastores em Brasília, momento depois de uma reunião do ministério justamente sobre liberação de verbas. O relato foi dado à Julia Affonso e Renata Kafar, do site O Estadão.
O caso veio à tona após o jornal A Folha de São Paulo divulgar áudio em que o ministro do MEC, Milton Ribeiro, afirmava que atender pedidos de pastores era uma prioridade solicitada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (PL).

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