Juiz em Goiás compra fazendas por R$ 33 milhões e não comprova origem do dinheiro; MP pede aposentadoria compulsória
O Ministério Público Federal aponta que Alderico Rocha Santos adquiriu duas fazendas em Tocantins, em 2022, e multiplicou seu patrimônio em mais de dez vezes, o que é incompatível com seu salário

O juiz federal Alderico Rocha Santos, 58 anos, que atua em Goiás, está sob investigação e pode enfrentar a punição máxima na magistratura: a aposentadoria compulsória. O Ministério Público Federal aponta que ele não conseguiu comprovar a origem do dinheiro usado para adquirir duas fazendas em Tocantins, compradas em 2022 por R$ 33,5 milhões.
A procuradora Ana Paula Mantovani Siqueira, ao requerer a aposentadoria compulsória de Alderico Santos, destacou que ele multiplicou seu patrimônio em mais de dez vezes, o que é incompatível com seu salário. Ela também mencionou “atos vedados à Magistratura”, além de comportamentos escandalosos e atentatórios à dignidade e decoro da função de juiz.
A reclamação disciplinar foi protocolada na corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A procuradora ressaltou que o valor total das duas fazendas supera em mais de dez vezes o patrimônio declarado por Alderico em 2008. Isso levanta suspeitas sobre a origem dos bens, considerando o crescimento patrimonial exponencial.
Alderico Santos alega que os pagamentos recebidos estão relacionados à venda de imóveis. Além disso, ele atribui sua evolução patrimonial ao trabalho como juiz federal, dinheiro recebido do pai, venda de imóveis e rendimentos como sócio de um curso de disciplinas jurídicas, além da atividade pecuária.

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