Desembargador que chamou vítima de “sonsa” muda voto e condena pastor por assédio sexual
Decisão ocorreu na terça-feira (26), após Silvânio de Alvarenga também ter insinuado que denúncias de assédio se tornou uma "caça aos homens"

O desembargador Silvânio de Alvarenga, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), mudou voto anterior e condenou o pastor Davi Passamani a pagar uma indenização de R$ 50 mil para instituições de apoio a mulheres vítimas de violência. A decisão ocorreu na terça-feira (26), após Alvarenga ter inicialmente insinuado que a vítima do assédio sexual era “sonsa”, termo que gerou polêmica. Veja vídeo aqui
O voto de Alvarenga foi crucial para o desfecho do caso, desempatando a votação da 6ª Câmara Cível, que estava em 2 a 2.
É bom lembrar que em 19 de março, o desembargador havia indeferido o pedido da vítima, mas solicitou mais tempo para analisar o processo. A ação judicial, movida pela jovem que acusou Passamani de assédio sexual, buscava reparação por danos morais.
Naquela sessão, como mostrou o G5News na terça-feira (26), o magistrado questionou a declaração de outro desembargador, Jeronymo Villas Boas, sobre o uso da palavra “sonsa” pela própria vítima, levantando dúvidas sobre a conduta dela.
Na sessão de 26 de março, contudo, Alvarenga reconheceu a necessidade de cautela ao julgar casos envolvendo mulheres e homens, enfatizando a importância de um julgamento técnico baseado em provas, em vez de paixões.

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