Daniel Vilela diz que fez leitura política com Bolsonaro e ficou surpreso por visita ter gerado nota de repúdio
O diretório municipal do PL emitiu uma nota em que afirma que as “atitudes como essa não representam os propósitos partidários da sigla"

O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), considerou desproporcional a repercussão de seu encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intermediado pelo vereador eleito por Goiânia e ex-deputado federal, Major Vitor Hugo, vice-presidente do PL em Goiás. O partido chegou a publicar uma nota de repúdio por considerar que a articulação política não estava “alinhada com as diretrizes partidárias”. (Veja o vídeo de Daniel Vilela no final da matéria)
“Diálogo e bom senso são essenciais na boa política. A reunião com o presidente Jair Bolsonaro reforça a importância de mantermos pontes políticas abertas entre as forças que representam e são admiradas pelo povo goiano. Aproveito para agradecer ao Vitor Hugo e ao presidente pela recepção, a boa conversa e pela medalha”, escreveu Vilela na legenda do vídeo publicado nas redes sociais.
Vitor Hugo, por sua vez, afirmou que a reunião com Vilela havia sido autorizada pelo próprio Bolsonaro, com aval do presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto. O parlamentar chegou a dizer que Bolsonaro ainda não tem apoio definido para nenhum candidato ao governo de Goiás em 2026. O presidente estadual do PL, o senador Wilder Morais, pretende disputar o cargo justamente contra Daniel Vilela.
“Não tratamos sobre a pré-candidatura ao senado do Gustavo Gayer, que tem o direito de ser pré-candidato, faz grande trabalho em defesa das pautas conservadoras, da direita, do presidente Bolsonaro também. Conquistou o direito dele de ser, mas o PL pode indicar dois pré-candidatos. O eleitor pode votar duas vezes e serão eleitos dois senadores por Estado, de maneira que a minha pré-candidatura ou a dele não interferem na outra”, disse Vitor Hugo.
Nota do PL
O diretório municipal do PL, emitiu a nota na noite desta terça-feira (17). Conforme o texto, as “atitudes como essa não representam os propósitos partidários da sigla, mas sim interesses pessoais de um filiado que possui pretensões claras de viabilizar sua candidatura ao Senado sem o aval da agremiação, de modo que não serão toleradas novas condutas de igual teor”.
“O Partido Liberal informa que não autorizou o filiado a estabelecer diálogos com seus adversários em âmbito estadual, visto que é de conhecimento público e notório que o PL terá candidato próprio a governador”, afirma a publicação da sigla.

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