Caiado exonera indicações de Wilder no Governo; veja
Esse movimento é visto como uma resposta ao apoio de Wilder aos ataques de Bolsonaro e do deputado federal Gustavo Gayer (PL) contra Caiado

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) determinou a exoneração ou perda de funções de chefia de 22 servidores com ligações ao senador e presidente do Partido Liberal (PL) goiano, Wilder Morais. As exonerações abrangem cargos que vão de assessorias a superintendências e diretoria, marcando um novo capítulo nas tensões políticas e o afastamento após os embates nas eleições municipais deste ano.
A decisão de Caiado veio logo após a eleição de domingo (27), em que o governador enfrentou um embate acirrado com o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro visitou Goiânia três vezes para apoiar o ex-deputado Fred Rodrigues, adversário de Sandro Mabel (UB), candidato apoiado por Caiado e vencedor da disputa. Durante suas visitas, incluindo no dia da votação, Bolsonaro criticou duramente o governador.
Wilder Morais, eleito senador em 2022 em uma chapa opositora a Caiado, é visto como um potencial candidato ao governo em 2026, em oposição ao projeto de Caiado de lançar o vice-governador Daniel Vilela (MDB). Apesar de terem sido amigos e próximos, o relacionamento entre Caiado e Wilder esfriou após o senador investir em candidaturas próprias em cidades estratégicas, buscando fortalecer sua base política.
Entre os exonerados estão dois superintendentes e dois gerentes que foram nomeados durante a gestão de Wilder como secretário de Indústria e Comércio (2019-2020), além de uma diretora da Agência Estadual de Turismo (Goiás Turismo).
Esse movimento é visto como uma resposta ao apoio de Wilder aos ataques de Bolsonaro e do deputado federal Gustavo Gayer (PL) contra Caiado.
Aliados de Wilder minimizam as exonerações, afirmando que não houve indicações diretas do senador para esses cargos. No caso dos auxiliares da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), alegam que eles foram mantidos sem solicitações feitas por Wilder.
O afastamento de servidores ligados a Wilder Morais é interpretado como uma tentativa de Caiado de consolidar sua base de apoio e eliminar influências adversárias dentro de sua administração. Essa ação reflete as tensões crescentes na política em Goiás e a antecipação das disputas eleitorais de 2026.
Analistas políticos apontam que a movimentação de Caiado é estratégica, visando enfraquecer a influência do PL e de Wilder Morais em Goiás, especialmente após o fortalecimento do partido nas últimas eleições. A exoneração dos servidores pode ser vista como uma mensagem clara de que o governador está disposto a tomar medidas drásticas para proteger seus interesses políticos e garantir a lealdade dentro de sua equipe.

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