Vigilante dormiu com cigarro aceso e provocou incêndio milionário na 153; veja vídeo
No início da investigação, o vigilante que trabalhava no local afirmou ter sido vítima de um assalto e atribuiu o incêndio à ação de criminosos.

A Polícia Civil de Goiás concluiu a investigação sobre o incêndio de grandes proporções registrado em janeiro deste ano na BR-153, no trecho entre Uruaçu e Campinorte, no norte do estado. O fogo destruiu nove caminhões, uma motoniveladora e um trator de esteira utilizados nas obras de duplicação da rodovia, provocando prejuízo milionário à empresa responsável pelo serviço.
As apurações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia de Uruaçu, com apoio da Superintendência de Inteligência da PCGO e da Polícia Científica. No início da investigação, o vigilante que trabalhava no local afirmou ter sido vítima de um assalto e atribuiu o incêndio à ação de criminosos. No entanto, a versão foi descartada após análises técnicas e coleta de provas.
Assalto fake
Conforme a Polícia Civil, ficou comprovado que o incêndio teve origem acidental. O próprio vigilante confessou que o fogo começou após ele adormecer dentro da cabine de um dos caminhões com um cigarro aceso, o que deu início às chamas que se espalharam para os demais veículos e máquinas. Ele também admitiu que inventou a história do assalto na tentativa de se eximir da responsabilidade.
O delegado Sandro Leal Costa explicou que não houve crime violento nem participação de terceiros. Segundo ele, a investigação demonstrou que o incêndio foi causado por “culpa e imprudência” do vigilante, que acabou confessando formalmente os fatos diante das provas reunidas.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário. O vigilante foi indiciado pelo crime de incêndio culposo, quando não há intenção de provocar o dano.

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