Veja quem a PF prendeu por trocar malas de goianas que foram presas na Alemanha
O Fantástico teve acesso exclusivo a imagens que revelam a rotina dos criminosos e como o esquema funcionava.

O Fantástico, da TV Globo, mostrou com exclusividade, na noite desse domingo (23), quem são os presos de uma operação da Polícia Federal que desmantelou um esquema de roubo de etiquetas de identificação de malas no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A revista eletrônica teve acesso exclusivo a imagens que revelam a rotina dos criminosos e como o esquema funcionava.
De acordo com a reportagem, as investigações, a quadrilha recrutava funcionários de empresas terceirizadas que prestavam serviços no aeroporto, bem como funcionários de companhias aéreas. O objetivo era obter vantagens financeiras por meio do tráfico de drogas utilizando malas despachadas.
Uma das presas, Carolina Pennachiotti, de 35 anos, trabalhava em uma empresa terceirizada. A investigação teve início em março passado, depois que duas goianas, Kátyna e Jeanne, foram presas injustamente na Alemanha devido à troca de etiquetas em suas malas.
Outra presa, Tamiris Zacharias, de 31 anos, era funcionária da Gol Linhas Aéreas.
Nas imagens obtidas pelo Fantástico, é possível vê-la recebendo malas contendo cocaína e fazendo um falso check-in, encaminhando as drogas para a parte restrita do aeroporto. Nesse local, atuavam Deivid Souza Lima e Pedro Venâncio, também membros da quadrilha. Os funcionários da área restrita eram responsáveis por trocar as etiquetas das malas de passageiros sem qualquer suspeita de envolvimento do passageiro com os crimes.
Cada mala despachada costuma ter pelo menos três etiquetas. Uma delas contém as informações do passageiro, o número do voo e o destino final, enquanto as outras são menores e possuem as mesmas informações, porém, apenas podem ser lidas com um leitor de código de barras. Essas etiquetas eram substituídas com cuidado para não chamar a atenção das autoridades de segurança do aeroporto.
Além das prisões de Carolina e Tamiris, a Polícia Federal também identificou os três criminosos que eram apontados como líderes da quadrilha do aeroporto. Um deles é Fernando Reis, conhecido como Brutus. Ele é responsável por planejar a estratégia da mentira que Tamiris deveria contar caso fosse questionada sobre o despacho das bagagens.
Nas imagens obtidas, Brutus aparece orientando Tamiris: "Caso alguém pergunte algo para ela, fala que ela estava ali e uma pessoa chegou nela e pediu ajuda para fazer o check-in nesse tal lugar, para tal lugar. E ela foi e levou lá, só isso. Foi ajudar, não conhecia nada". Esse tipo de estratégia visava dificultar qualquer tipo de suspeita sobre as atividades ilícitas da quadrilha.
A operação da Polícia Federal resultou na prisão de um total de 17 pessoas envolvidas nesse esquema de roubo de etiquetas e tráfico de drogas pelo Aeroporto Internacional de São Paulo. A ação demonstra a importância do trabalho conjunto das autoridades na identificação e desarticulação de organizações criminosas que operam em infraestruturas aeroportuárias.
As investigações continuam para apurar a extensão das atividades da quadrilha e possíveis conexões com outros aeroportos do país. A atuação firme e efetiva das autoridades é fundamental para garantir a segurança e o bom funcionamento dos aeroportos, além de proteger os passageiros de crimes como o tráfico de drogas.

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