Travesti escraviza "garotas" de programa, espanca e esfaqueia as que tentam fugir; veja vídeo
No local, as equipes encontraram diversos documentos; uma trans menor de 18 anos; tacos de beisebol; bem como sete transexuais de diferentes regiões do Brasil

Pelo menos sete transexuais foram resgatadas de um cativeiro durante operação da Polícia Civil em Valparaíso (Entorno do DF), nesta terça-feira (25). A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva contra a travesti Juliana Ribeiro, por exploração sexual das vítimas, que atuavam como garotas de programa. Quando tentavam sair, eram agredidas com um taco de beisebol, socos e facadas.
De acordo com a polícia, Juliana colocava as vítimas para trabalhar sob supervisão dela, no “ponto” em que atuava, submetendo-as a diversas ameaças de morte e psicológicas. As vítimas relataram que a investigada oferecia casa e abrigo para várias transexuais de outros estados, com a promessa de uma vida melhor.
No entanto, quando elas chegavam, eram mantidas em cárcere privado, em regime similar ao de escravidão, e tinham os documentos retidos. Durante as buscas em endereço ligado à suspeita, os investigadores comprovaram que as transexuais estavam trancadas, e policiais precisaram arrombar a porta do imóvel.
No local, as equipes encontraram diversos documentos; uma trans menor de 18 anos; tacos de beisebol; bem como sete transexuais de diferentes regiões do Brasil
O Ministério Público ofereceu denúncia contra a investigada por crime de extorsão. Outra investigação começou depois de os policiais terem acesso a imagens de mais vítimas machucadas. Juliana está detida no presídio de Anápolis (GO), à disposição da Justiça.

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