Traficantes imploram pela vida, mas são executados por enganarem facção
Ocorrência foi registrada na noite dessa quarta-feira (18) em Águas Lindas de Goiás, onde uma adolescente de 15 anos testemunhou o crime

Traficantes, 19 e 27 anos, foram executados com tiros na cabeça durante “acerto de contas”, na noite dessa quarta-feira (18) dentro de casa, que funcionava como boca-de-fumo em Águas Lindas de Goiás (km da Capital), acusados de estarem escondendo drogas da facção a qual seriam membros.
A execução foi presenciada por uma adolescente de 15 anos, que foi poupada pelos criminosos.
De acordo com a ocorrência, dois homens invadiram a casa e questionaram aos traficantes “onde estava a droga”, no entanto, os dois teriam se negado a informar, feito de desentendidos e que não sabiam do que os bandidos falavam.
Um dos criminosos mandou que os dois traficantes colocassem as mãos na cabeça e deitassem no chão. Um dos acusados chegou a implorar pela vida, mas foram executados.
Os atiradores ainda encontraram a adolescente e mandaram que ela ficasse calada até que eles fossem embora.
Em seguida, a menor acionou a Polícia Militar (PM), que isolou o imóvel e comunicou o fato à Delegacia de Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica (PTC), responsáveis pelos procedimentos no andamento da ocorrência.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas a equipe médica apenas atestou a morte dos traficantes.
Durante os procedimentos na casa, a adolescente relatou que presenciou o homicídio e que os dois rapazes assassinados tinham envolvimento com o tráfico de drogas, eram membros de uma facção criminosa e que o imóvel, na verdade, funcionava como ponto de tráfico.
A testemunha ainda revelou aos policiais o esconderijo das drogas que os assassinos procuravam, que estava escondida dentro de uma caixinha acoplada ao vaso sanitário, se tratando de 20 porções já prontas para serem vendidas e 29 pedras semelhante a crack.
Os peritos analisaram as condições em que os corpos foram encontrados e o perímetro da casa para a coleta de evidências que determinem as circunstâncias do duplo homicídio e ajude a identificar os assassinos.
Em seguida, os cadáveres foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde passaram por exame de necropsia.
Investigadores do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) acompanharam os trabalhos da perícia e deram início à apuração do caso, registrado como homicídio doloso.

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