Tenente da PM é investigada por agiotagem e ameaças a manicure
Em nota, a defesa afirmou que as acusações são falsas e sustentou que a tenente realizou um empréstimo de boa-fé à manicure.

A tenente da Polícia Militar, Rhainna Lima é investigada sob suspeita de praticar agiotagem e de ameaçar uma manicure de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo informações divulgadas pela TV Anhanguera, a vítima assumiu uma dívida inicial de R$ 2 mil com a tenente e afirma que passou a receber ameaças por meio de ligações e mensagens.
Em um dos áudios enviados, a policial teria dito: “Para a minha paciência acabar é dois dedos e aí você vai ver o tamanho do problema que você vai ter. [...] Você não me conhece. Eu sou legal demais, mas quando é para ser ruim também, sou péssima.”
Em nota, a defesa afirmou que as acusações são falsas e sustentou que a tenente realizou um empréstimo de boa-fé à manicure e aos filhos dela, acreditando estar ajudando a família em dificuldades financeiras. Segundo a defesa, o valor cobrado corresponde apenas ao montante emprestado, sem juros ou qualquer vantagem, e nega que tenha havido ameaças.
A Polícia Militar de Goiás informou, também por meio de nota, que determinou a abertura imediata de procedimento administrativo para apurar possível transgressão disciplinar e verificar indícios de crime militar. A corporação acrescentou que, atualmente, a tenente exerce exclusivamente funções administrativas.
Já o Ministério Público do Estado de Goiás informou que também investiga o caso. A manicure relata que a dívida teve início quando a irmã dela pegou R$ 2 mil emprestados com a policial. Segundo a denunciante, ela assumiu o débito e afirma já ter pago mais de R$ 18 mil, sem conseguir quitar o valor devido por causa dos juros.
“De R$ 2,5 mil foi para R$ 11 mil. De R$ 11 mil, foi para R$ 36 mil [...]. Ela não para, não tem condições. Aí ela começou com as ameaças dela”, declarou.
Os primeiros contatos
Ainda conforme o relato, as duas se conheceram há cerca de quatro anos. Na época, a policial teria demonstrado interesse em começar a emprestar dinheiro a juros e pediu ajuda para encontrar possíveis clientes. A manicure indicou a própria irmã, que acabou contraindo o empréstimo.
Com o passar do tempo, segundo a manicure, o esquema teria se tornado mais estruturado, com cobranças feitas por terceiros. Ela afirma ainda ter recebido uma lista com parcelas semanais de R$ 60 e multa de R$ 20 por dia em caso de atraso.
Em outra mensagem atribuída à policial, consta a seguinte cobrança: “Quando as pessoas estão com vontade de pagar e quando as pessoas são corretas, elas vão passando o pouco que vão juntando para não ir acumulando até quitar, mas você não.”
Nota da Polícia Militar
A Polícia Militar do Estado de Goiás informou que tomou conhecimento da denúncia protocolada junto ao Ministério Público em 4 de fevereiro de 2026. Segundo a corporação, o comando determinou a abertura de procedimento administrativo para apurar eventual transgressão disciplinar e verificar a existência de indícios relacionados à possível prática de crime militar, conforme a legislação vigente.
A nota ressalta ainda que a policial está atualmente no exercício exclusivo de atividades administrativas e que a corporação não tolera desvios de conduta, assegurando que atua com rigor técnico, imparcialidade e respeito à legalidade na apuração de denúncias envolvendo seus integrantes.
Com informações do G1

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