Síndico que matou corretora já havia sido preso por fraude em placa de veículo
Cleber Rosa de Oliveira foi abordado pela Polícia Militar e admitiu ter utilizado fita isolante na placa do carro com o objetivo de evitar multas.

O síndico que confessou o assassinato da corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas, no sul de Goiás, já havia sido preso anteriormente por adulteração de placa de veículo, conforme consta em relatório do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). O caso ocorreu em junho de 2022, quando Cleber Rosa de Oliveira foi abordado pela Polícia Militar e admitiu ter utilizado fita isolante na placa do carro com o objetivo de evitar multas.
Na ocasião, Cleber foi preso em flagrante, mas acabou liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 1.212. O processo relacionado à adulteração da placa foi posteriormente arquivado em maio de 2025.
Cleber voltou a ser preso após confessar ter matado Daiane Alves Souza e abandonado o corpo da vítima em uma área de mata, no município de Ipameri, a cerca de 20 quilômetros de Caldas Novas. Ele e o filho, Maicon Douglas, tiveram a prisão mantida após audiência de custódia realizada na quinta-feira (29), conforme informou o Ministério Público de Goiás (MPGO).
O filho é investigado por possível participação no assassinato e por atrapalhar as investigações conduzidas pela Polícia Civil. No dia do crime, Maicon teria publicado uma foto nas redes sociais relembrando uma viagem à praia, o que levantou suspeitas durante a apuração.
Em nota, a defesa de Cleber afirmou que ele respondeu a todos os questionamentos durante a audiência de custódia e que segue colaborando com as investigações. Já a defesa de Maicon declarou que ele não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o homicídio confessado pelo pai.
Entenda o caso
Daiane Alves Souza foi morta no dia 17 de dezembro, logo após descer pelo elevador do prédio onde morava, em Caldas Novas. A vítima ficou mais de 40 dias desaparecida, até que, na última quarta-feira (28), a Polícia Civil prendeu Cleber e o filho enquanto dormiam.
Após a prisão, Cleber indicou à polícia o local onde havia deixado o corpo da corretora, em uma área de mata às margens da GO-213, já no município de Ipameri. O corpo foi localizado no ponto indicado pelo investigado.
Segundo a Polícia Civil, Daiane e o síndico mantinham um histórico de conflitos, com registros de brigas e denúncias envolvendo perseguição, interrupções no fornecimento de energia elétrica e agressões físicas.
O Ministério Público de Goiás denunciou Cleber pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função, além de uma série de condutas violentas, incluindo agressões físicas e verbais praticadas ao longo de dez meses, em 2025. As investigações continuam para esclarecer a participação de outros envolvidos no crime.

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