Servidora é condenada a 3 anos de prisão e obrigada a devolver R$ 100 mil após "roubar" universidade
De acordo com a denúncia, Raquel Vieira utilizava sua senha de acesso aos sistemas da instituição para lançar pagamentos superiores aos valores devidos e, em seguida, apagava os registros para ocultar o crime

Raquel Vieira Inácio, servidora pública do município de Goiatuba, foi condenada por peculato após denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO). A servidora, que atuava na área de Recursos Humanos do Centro Universitário de Goiatuba (UniCerrado) entre 2016 e 2018, desviou R$ 104.741,85 dos cofres públicos.
De acordo com a denúncia, Raquel Vieira, utilizando sua senha de acesso aos sistemas Prodata1 e TIVIT2 da instituição, lançava pagamentos superiores aos valores devidos e, em seguida, apagava os registros para ocultar o crime.
O promotor de Justiça Pedro Henrique Silva Barbosa reforçou a conduta ilícita da ré, destacando que não havia justificativa para o procedimento adotado por Raquel Vieira, que, à época, era professora e gestora de RH da Fesg/UniCerrado.
“Vale rememorar a inexistência de causa minimamente razoável que justifique o procedimento adotado pela ré, que, à época dos fatos, integrava os quadros da Fesg/UniCerrado como professora e gestora de RH, e por isso tem, ou ao menos deveria ter, notório conhecimento acerca do funcionamento dos procedimentos mínimos e esperados para com a coisa pública, razão pela se esperaria conduta diversa”, destacou o promotor.
A Justiça condenou Raquel Vieira a 3 anos e 4 meses de reclusão, além de 40 dias-multa. Ela também deverá ressarcir o valor desviado aos cofres públicos, com juros e correção, e perderá o cargo público.
O MPGO recorreu da sentença, buscando aumentar a pena aplicada.

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