Quem é a dentista suspeita de deformar pacientes após rinoplastias
A dentista Miriã Mariana Coelho da Costa, que é investigada pela Polícia Civil por lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina, em Goiânia

Com mais de 6 mil seguidores nas redes sociais, a dentista Miriã Mariana Coelho da Costa é investigada pela Polícia Civil por lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina. A profissional se apresenta como a “maior referência em rino estruturada” de Goiás. Ela ainda divulga o trabalho dela ao afirmar que entrega “o nariz dos sonhos com a melhor experiência”.
A investigação teve início após pacientes denunciarem que tiveram deformidades depois de fazer rinoplastia com ela. Até o momento, segundo a delegada responsável pelo caso, Myrian Vidal, oito vítimas procuraram a polícia. “A investigada teria realizado procedimentos de rinoplastia em diversos clientes, sem possuir a qualificação necessária ou autorização para tal, causando lesões irreparáveis e, em alguns casos, deformidades permanentes”, detalhou a polícia ao portal G1.
Segundo a investigação, os serviços da odontóloga eram divulgados nas redes sociais pelo marido de Miriã, Pedro Henrique Alves Teixeira. Os nomes da dentista e do esposo foram divulgados pela Polícia Civil para que novas vítimas possam denunciar. O Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) disse que a inscrição da investigada está ativa no conselho e que apura o caso.
A Polícia Civil detalhou que os serviços de rinoplastia feitos por Miriã Costa eram realizados de forma precária e sem acompanhamento pós-operatório adequado. Na sexta-feira (14), um mandado de busca e apreensão foi cumprido na clínica da investigada, localizada no Setor Jardim América.
A ação foi realizada pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia e contou com a presença de peritos criminais, que apreenderam instrumentos e medicamentos irregulares. Além disso, segundo a polícia, funcionários da Vigilância Sanitária constataram diversas irregularidades no local.
Entre as irregularidades identificadas pela Vigilância Sanitária e divulgadas pela Polícia Civil, estão medicamentos que deveriam ser descartados estavam armazenados para reutilização; falta de esterilização adequada dos instrumentos utilizados nos procedimentos;
condições insalubres que colocavam em risco a saúde dos pacientes. Durante a ação policial foram apreendidos materiais e documentos que vão ser analisados pela equipe policial.

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