Protesto contra fiscalização na Vila Canaã tem confronto com PM e dois presos
Segundo a Polícia Militar, os disparos aconteceram quando equipes foram acionadas para dar apoio à operação e conter os manifestantes.

Dois homens foram presos em flagrante na manhã de quarta-feira (13) após dispararem fogos de artifício contra policiais militares durante um protesto na Vila Canaã, em Goiânia. A manifestação ocorreu em reação a mais uma etapa da operação Lei do Desmonte, conduzida pela Polícia Civil, Prefeitura de Goiânia e Detran Goiás, que fechou lojas na região.
Segundo a Polícia Militar, os disparos aconteceram quando equipes foram acionadas para dar apoio à operação e conter os manifestantes. O Batalhão de Choque usou bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral para dispersar a multidão. Os detidos não tiveram os nomes divulgados e foram levados à delegacia.
A PM informou, por meio de nota, que os manifestantes chegaram a bloquear vias e incendiar pneus, colocando em risco a segurança de pedestres e dos próprios participantes.
Fiscalização e irregularidades
O Detran Goiás afirmou que a ação faz parte de uma fiscalização contínua contra o comércio irregular de peças automotivas. Segundo o órgão, a empresa vistoriada na quarta-feira não tinha credenciamento e todas as peças apreendidas estavam sem etiquetas de rastreamento.
Ainda de acordo com o Detran, apenas 150 das cerca de 900 empresas da região estão totalmente regularizadas. O presidente do órgão, Waldir Soares, declarou que a meta é “valorizar o comerciante que cumpre a lei e acabar com a concorrência desleal de quem insiste em atuar na ilegalidade”.
O órgão destacou que, nos últimos dois anos, foram concedidos prazos para regularização e promovidas ações educativas. A aplicação da Lei do Desmonte, segundo a nota, busca coibir a venda de peças de veículos furtados ou roubados, prevenir crimes ambientais, proteger consumidores e garantir a competitividade justa no setor.
Reação de comerciantes
O presidente da Associação dos Centros de Desmonte Veicular de Goiás (CDV), João Tundra, contestou a operação. Em publicação nas redes sociais, disse que “ninguém trabalha no local com coisas erradas” e que a ação prejudica famílias.

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