Professor de futebol estupra aluna até causar hemorragia interna
Em relato, a vítima contou que, ao chegarem no local, o autor usou de força física para imobilizá-la e cometer o crime, detalhou o delegado

Uma adolescente de 15 anos teve hemorragia interna após ser vítima de violência sexual pelo professor de futebol, em Coari (a 363 km de Manaus). O acusado é um homem de 31 anos, preso preventivamente na última quinta-feira (27) pela Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município.
Segundo a Polícia Civil do Amazonas, o homem é investigado por estupro majorado contra a aluna. A jovem precisou ser levada às pressas a uma unidade hospitalar após sofrer lesões internas, confirmadas em exame de conjunção carnal.
Abordagem teria começado durante aula de futebol
De acordo com o delegado José Barradas, responsável pelo caso, o crime ocorreu em 20 de novembro deste ano, durante uma aula de futebol. Em determinado momento, a adolescente ficou sozinha, sem a presença de outros alunos ou responsáveis.
A polícia afirma que o professor se aproveitou da situação para convidar a jovem a ir até sua casa, sob o pretexto de aprimorar o desempenho esportivo da aluna.
“Ele disse que iria passar novas técnicas de futebol para a melhora do rendimento dela. Em relato, a vítima contou que, ao chegarem no local, o autor usou de força física para imobilizá-la e cometer o crime”, disse o delegado.
Ainda segundo o depoimento da adolescente, o suspeito teria agido de forma repentina e violenta, impedindo qualquer possibilidade de defesa.
Hemorragia interna e hospitalização
O crime foi confirmado por meio de exame de conjunção carnal realizado após a denúncia. A Polícia Civil informou que, em virtude da violência empregada, a vítima apresentou hemorragia interna.
A família percebeu o estado de saúde da adolescente e a levou a uma unidade hospitalar em Coari. A reportagem não teve acesso ao boletim médico, mas a polícia afirma que o quadro decorreu diretamente da agressão sexual.
Família registra BO no mesmo dia
No mesmo dia em que levou a adolescente ao hospital, a família procurou a Delegacia Interativa de Polícia de Coari para registrar Boletim de Ocorrência (BO).
“No mesmo dia, os familiares da vítima vieram à delegacia e registraram Boletim de Ocorrência. Diante da gravidade dos fatos, demos início imediato às investigações”, afirmou o delegado José Barradas.
A partir do relato da adolescente, de familiares e dos laudos médicos, os investigadores identificaram o suspeito como professor de futebol da vítima.
Suspeito já tinha passagem pela Polícia
Segundo a autoridade policial, o homem já possuía antecedentes criminais, embora a Polícia Civil não tenha detalhado quais eram as ocorrências anteriores.
Com base nas informações colhidas na investigação, a Delegacia representou à Justiça pela prisão preventiva do professor. O pedido foi deferido pelo Judiciário e o mandado foi cumprido no bairro Ciganópolis, em Coari.
O suspeito foi encaminhado à unidade policial e, em seguida, ao sistema prisional, onde aguardará decisão judicial.
Responderá por estupr0 maj0r4d0
A Polícia Civil informou que o professor responderá pelo crime de estupro majorado, previsto no Código Penal, em razão da idade da vítima (menor de 18 anos) e da condição de confiança e autoridade exercida sobre ela, já que havia relação de aluno e professor.
Ele passará por audiência de custódia, na qual a Justiça decidirá se mantém a prisão preventiva ou se aplica outra medida cautelar. Até lá, permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
O nome do suspeito não foi divulgado oficialmente pela Polícia Civil do Amazonas, em cumprimento a normas internas e para preservar a integridade do inquérito.
O que diz a Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil do Amazonas reforçou que denúncias de abusos contra crianças e adolescentes podem ser feitas nas delegacias presenciais, na Delegacia Interativa ou por meio de canais oficiais de proteção, como o Disque 100.
O delegado José Barradas afirmou que a investigação prossegue para esclarecer todos os detalhes do caso e verificar se há outras possíveis vítimas ligadas ao professor.
“Trata-se de um cr!m3 grave, que envolve vítima em condição de especial vulnerabilidade. Vamos aprofundar as investigações para identificar se houve outros ep!sód!os semelhantes”, declarou.
A adolescente segue em acompanhamento médico e psicológico, conforme informou a polícia. Por se tratar de vítima menor de idade, a identidade da jovem é mantida em sigilo.

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