Presos abrem corpo de rival, arrancam "tripa" e picham parede com sangue
Vítima foi atacada durante banho de sol na Penitenciária de Potim, em São Paulo

Quatro detentos foram presos em flagrante após assassinarem Fagner Falcão de Oliveira Silva, de 36 anos, na Penitenciária 1 de Potim, interior de São Paulo, na última sexta-feira (26). A vítima teve o corpo aberto ao meio e os órgãos arrancados. Com o sangue do morto, os agressores picharam a frase "novo cangaço" em uma das paredes do pátio durante um motim no banho de sol.
O homicídio ocorreu durante um confronto entre alas rivais na unidade prisional. Segundo informações da Polícia Penal, detentos de um pavilhão avançaram contra outros presos. Fagner, que tinha histórico de passagens por facções do Ceará como "Massa Carcerária" e "Comando Vermelho", foi o alvo principal. Além dele, outros dois detentos ficaram feridos no tumulto.
Cena de horror
Relatos de agentes que atuaram na ocorrência indicam um cenário de extrema violência. A vítima foi atacada com lâminas artesanais e sofreu evisceração (teve as tripas arrancadas). A pichação feita com o sangue da vítima faz alusão à modalidade criminosa que sitia cidades para assaltar bancos, indicando uma possível disputa de poder e demarcação de território dentro do presídio, que é considerado zona de "oposição" ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Fagner cumpria pena por roubo e tráfico de drogas. Em 2025, ele teve o benefício da prisão domiciliar revogado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) após descumprir o monitoramento por tornozeleira eletrônica dezenas de vezes. Ele havia sido transferido para a unidade de Potim há apenas quatro meses.
Caos na unidade
Familiares de outros detentos denunciam que a Penitenciária de Potim vive um período de instabilidade devido à falta de lideranças internas para controlar os ânimos entre grupos rivais. Há relatos de falta de assistência básica e interrupção na entrega de mantimentos e itens de higiene enviados por parentes.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a ordem foi restabelecida pela Célula de Intervenção Rápida (CIR). Os quatro envolvidos diretamente no crime, com idades entre 31 e 40 anos, foram isolados e responderão por homicídio qualificado. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML de Taubaté.

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