Prefeito e servidores são suspeitos de desviar R$ 120 milhões da Prefeitura de Cidade Ocidental
Secretário com salário de R$ 10 mil comprou mansão, fez casamento de luxo e bancou várias viagens internacionais em menos de um ano

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam um esquema de corrupção na prefeitura de Cidade Ocidental (GO) que gerou desvio de mais de R$120 milhões, quase um terço do orçamento do município. Entre os suspeitos de envolvimento nos crimes, está o prefeito do município, Fábio Correa (PP), além de empresas e vários servidores públicos.
O ex-pregoeiro e ex-secretário extraordinário da Prefeitura, Gabriel Paixão Ribas, é investigado por desviar dinheiro do município para pagar mansão de R$ 1,6 milhão, viagens e até casamento de luxo. O suspeito, que teria um salário de cerca de R$ 10 mil, teria realizado viagens para Dubai, Madri, Nova Iorque e Fernando de Noronha em menos de um ano.
Na manhã desta quarta-feira (18), a PF deflagrou a segunda fase da Operação Ypervoli, que apura a conduta de servidores públicos suspeitos de corrupção e desvio de recursos da prefeitura. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Goiás, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
A primeira fase da operação, deflagrada em setembro deste ano, identificou elementos que envolveriam empresas de diversos ramos no pagamento de propinas a servidores públicos do município, principalmente em obras na saúde e na educação. Com a análise do material apreendido, foi identificado que o mesmo esquema de corrupção seria operado no setor de transporte escolar e aluguel de veículos.
De acordo com a PF, o esquema envolve desvios de mais de R$ 120 milhões, sendo que o orçamento da cidade goiana para 2024 seria de cerca de R$350 milhões. O valor derivado da corrupção seria usado para que servidores públicos pagassem viagens, festas e casas de luxo.
Alguns dos contratos suspeitos foram assinados em 2017 e seguiram sendo prorrogados até este ano, como é o caso de uma empresa de transporte escolar. Ela teria recebido aproximadamente R$ 117 milhões de reais, mas possui como sede um imóvel que demonstra se tratar de uma empresa de fachada. A CGU identificou que quase R$ 63 milhões, mais da metade do valor pago, teria sido superfaturado. (Com informações do Correio Braziliense)

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