Porteiro disse que não sabia de nada, mas mensagens revelam que ele viu corretora ser levada em carro
Celular do funcionário desmente depoimento e mostra que ele estava de plantão na hora do crime

A investigação sobre o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas, ganhou contornos nesta quarta-feira (28). O porteiro do Edifício Ametista Tower, que inicialmente afirmou à polícia não saber de nada, foi desmentido pelo próprio telefone celular. Mensagens e registros encontrados no aparelho provam que ele não só estava de plantão, como presenciou a movimentação do crime.
Ao ser conduzido à delegacia, o funcionário tentou sustentar a versão de que a noite do desaparecimento teria sido normal. No entanto, a Polícia Civil fez uma varredura no celular dele e descobriu que o homem sabia exatamente o que tinha acontecido. O porteiro acabou detido por omissão de informações e por esconder detalhes cruciais que poderiam ter acelerado a solução do caso. A polícia agora apura se ele foi cúmplice ou se foi ameaçado para ficar calado.
O detalhe que entregou o crime
Na noite do crime, por volta das 20h, o síndico Cleber Rosa de Oliveira foi filmado saindo do prédio com uma picape. No momento da saída, a capota do veículo estava fechada. Algum tempo depois, ao retornar ao condomínio, Cleber foi flagrado com a capota aberta. Para a polícia, esse é o momento exato em que ele retornava após desovar o corpo de Daiane em uma região de mata a 15 km de Caldas Novas.
Pressionado pelas evidências, o síndico confessou o assassinato. Ele afirmou aos delegados que atraiu Daiane até o subsolo após desligar a energia do apartamento dela. Cleber relatou que os dois tiveram uma luta corporal intensa no local, momento em que ele a matou.
Apesar de admitir o crime, o síndico ainda faz mistério sobre o método utilizado para tirar a vida da corretora, alegando não se recordar de detalhes da execução. A polícia investiga se o filho, que também foi preso, ajudou a colocar o corpo na picape e a limpar a cena do crime no subsolo.
O silêncio do porteiro
Enquanto pai e filho eram levados algemados, a polícia confirmou que o porteiro do prédio também foi peça fundamental na omissão do crime. Ele estava de plantão e, embora as imagens mostrem a movimentação atípica, o funcionário se calou por meses, escondendo a verdade que só foi descoberta após a quebra do seu sigilo telefônico.

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