Pollara é considerado foragido por suspeita de desviar R$ 10 milhões da Saúde de Goiânia
A defesa de Pollara informou que o médico está em São Paulo para começar um tratamento contra um câncer no rim

O ex-secretário de Saúde de Goiânia, Wilson Pollara, e o ex-secretário executivo da Saúde municipal, Quesede Ayres Henrique, considerado foragido da Justiça goiana. Eles foram alvos de mandados de prisão temporária na operação Speedy Cash, da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), no entanto, não foram encontrados. A Polícia Civil investiga um esquema que desviou R$ 10 milhões da pasta que comandaram na capital. Outras três pessoas investigadas foram presas nesta terça-feira (17).
De acordo com o delegado Francisco Lipari, titular da Deccor, os mandados podem ser cumpridos em qualquer parte do país, pois tem validade nacional. “[O mandado] foi cumprido em um endereço que ele havia informado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público como sendo um endereço residencial que ele poderia ser encontrado e hoje se verificou, durante a operação, que ele não estava nesse endereço, ou seja, para a polícia civil ele é tido como foragido", disse o delegado.
Em nota, a defesa de Wilson Pollara informou que vai se manifestar quando tiver acesso ao processo. Além disso, informou que o médico está em São Paulo para, segundo o que foi informado, começar um tratamento contra um câncer no rim, doença que teria descoberto durante o período de internação no Hospital Ruy Azeredo, em Goiânia. “A defesa informa, ainda, que não teve acesso aos autos e irá se manifestar tão logo disponha da íntegra do processo”, pontua a nota.
Operação Speed Cash
A Operação Speed Cash apura um suposto esquema criminoso que desviou cerca de R$ 10 milhões da Secretaria de Saúde Goiânia, por meio de um convênio fraudulento, firmado entre a pasta e a associação privada, União Mais Brasil, no mês de agosto deste ano. Foram expedidos cinco mandados de prisão e 17 de busca e apreensão na capital e em Anápolis.
Nesta terça-feira (17), foram presos Marcus Vinícius Brasil Lourenço, presidente do União Mais Saúde; Wander de Almeida Lourenço Filho, tido como procurador da associação, além de ser irmão de Marcus Vinícius, e Veriddany Abrantes de Pina, sócia-administradora da empresa de fornecimento de equipamentos hospitalares, Mult Hosp.
Este contrato seria voltado à aquisição de equipamentos para serviços de saúde móvel, palestras e pesquisas sobre acessibilidade e avaliação do microbioma intestinal em pacientes com Doença de Crohn grave submetidos ao transplante não mieloablativo de células-tronco hematopoéticas.
Os R$ 10 milhões foram transferidos da secretaria para a associação de forma antecipada, durante o convênio, sem contrapartida ou prestação de serviço. A polícia apurou também que em apenas 17 dias, entre 20 de agosto e 5 de setembro, todo o dinheiro foi gasto rapidamente, apesar do contrato ter duração de 12 meses. Esses gastos teriam ocorrido por meio de transferências via PIX, TED e TEV, além de saques volumosos em dinheiro.

Irmãos de 9 e 4 anos são encontrados em situação de abandono em Goiás; veja vídeo
A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
Esposa revela que homem morto a tiros na frente da filha devia agiota; assista
Esiel Cavalcanti, de 38 anos, estava acompanhado da filha pequena quando foi baleado; esposa acredita que dívida pode estar por trás do crime











