Policiais penais trocam “regalias” por lanches pagos por preso
Ocorrência foi registrada no presídio de Jaraguá. Inquérito foi concluído e os acusados indiciados por corrupção passiva majorado

Policiais penais temporários do presídio de Jaraguá (128 km da Capital) foram indiciados, nessa terça-feira (24), por “trocar” regalias por lanches pago por preso da unidade.
Delegado Glênio Ricardo, responsável pelas investigações, explica que a apuração começou há cerca de dois anos, após a direção da penitenciária suspeitar que o preso recebia “tratamento diferenciado” e acionou a Polícia Civil para investigar o caso.
“No início do ano de 2020 recebemos procedimento oriundo do presídio da cidade, em que o diretor apurava supostas irregularidades cometidas por alguns vigilantes penitenciários temporários e por um detento. Diante dos fatos, foi instaurado inquérito policial”, disse.
A apuração acompanhou o detento que tinha “tratamento diferenciado”, verificou que ele tinha acesso a um cartão bancário, o qual usava para pagar lanches “especiais” para os agentes temporários.
Esses, em troca do “benefício”, prestavam regalias e facilitava “as coisas” para o interno.
“Conseguimos informações e provas robustas [...]. Inclusive, há uma filmagem nos autos em que dois vigilantes entregam um objeto (não especificado), uma caixa, ao preso, em horário não permitido”, explicou o delegado.
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O inquérito foi concluído e os envolvidos indiciados.
Os três agentes penitenciários, se denunciados à Justiça, podem responder por corrupção passiva majorado. Já o detento, acumular pena por corrupção ativa majorado.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que analisa as evidências colhidas durante as investigações para decidir se encaminha denúncia à Justiça.

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