Polícia usa retroescavadeira e encontra corpo de goiana a 5 metros de profundidade em fazenda de Goiás
Dayara Talissa Fernandes da Cruz, 21 anos, teria sido morta pelo marido, o empresário Paulo Antônio Herberto Bianchini, 34 anos, segundo suspeitas da Polícia Civil, e o mesmo comunicado que a esposa tinha desaparecido na rodoviária

O corpo da jovem Dayara Talissa Fernandes da Cruz, 21 anos, que teria sido morta pelo marido, Paulo Antônio Herberto Bianchini, 34 anos, segundo suspeitas da Polícia Civil, e o mesmo comunicado que a esposa tinha desaparecido na rodoviária da cidade, em Orizona, no sul do estado, estava enterrado a 5 metros de profundidade em uma propriedade rural e foi necessário o uso de uma retroescavadeira para encontrar a ossada nesse sábado (06).
Os investigadores trabalham com a hipótese de que a jovem foi vítima de feminicídio. Dayara estava desaparecida há 4 meses.
As investigações mostram que Dayara esteve com Paulo Antônio na fazenda entre final de fevereiro e o dia 10 de março, quando desapareceu.
Em nota, a defesa do suspeito afirmou que está colaborando com a Justiça e que irá provar a inocência do investigado.
Segundo a Polícia Civil, os restos mortais foram encontrados a 5 metros da superfície, em uma espécie de "cova", feita pelo suspeito para ocultar o cadáver. O corpo estava enrolado em um tecido.
No local, pertences, roupas e documentos da vítima foram encontrados.
Segundo Kennet Caravalho, delegado responsável pelo caso, o corpo foi entregue ao Instituto Médico Legal (IML) e as investigações procuram possíveis novos participantes do crime.
“Os restos mortais foram recolhidos pelo IML, bem como os pertences que foram arrecadados no local. As investigações prosseguem a fim de esclarecer a autoria e eventual participação de outros investigados no ato”, afirmou o delegado.
Caso segue em investigação.
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Entenda o caso
Dayara da Cruz teria sumido no 10 de março deste ano, em Orizona. A Polícia Civil informou que o marido registrou o desaparecimento dela no dia 25 do mesmo mês. Conforme o delegado, foram constatadas contradições no depoimento dele e, por isso, a polícia passou a considerá-lo suspeito de ter matado a mulher, ter ocultado o corpo dela e registrado o desaparecimento.
Em razão das suspeitas, a polícia tentou cumprir mandados busca e apreensão, além de prisão do suspeito no dia 24 de junho. As operações ocorreram sem sucesso em quatro cidades do interior de Goiás. Na segunda-feira (1º), o suspeito se entregou.
O advogado de Paulo Bianchini disse que apresentou seu cliente na delegacia de Vianópolis em 1º de julho para colaborar com a Justiça. A defesa afirmou que contestará as inconsistências no inquérito, que tem "meros indícios em razão do vínculo afetivo com a suposta vítima".
A irmã da vítima contou que, inicialmente, Paulo afirmou aos familiares que havia deixado a jovem em uma rodoviária, mas posteriormente alterou sua versão diversas vezes, afirmando que ela tinha desaparecido de outros locais. Quando questionado pela família, o homem chegou a parar de responder e bloqueou a mãe e a irmã de Dayara.
Segundo a irmã da jovem, Paulo era ciumento e violento durante o relacionamento. Segundo ela, os dois chegaram a terminar no final de 2023, mas reataram no início deste ano.

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