Polícia usa dentes para provar que corpo é de corretora; IML libera corpo para família
Daiane Alves ficou 43 dias desaparecidas. Síndico confessou o crime no dia 28 de janeiro e foi preso junto com o filho

O corpo da corretora Daiane Alves Souza, morta pelo síndico do prédio onde morava, foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia após a confirmação da identidade por exame de DNA. A identificação foi feita a partir de material genético extraído dos dentes, devido ao avançado estado de decomposição. Apesar da liberação, o laudo que aponta a causa da morte ainda não foi concluída.
Segundo a Polícia Científica, uma equipe de Caldas Novas, no sul de Goiás, é responsável por transportar o corpo até a família. A corretora havia desaparecido no dia 17 de dezembro, após descer até o subsolo do prédio para verificar uma queda de energia, e não foi mais vista desde então.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou o crime e está preso temporariamente. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também está detido por possível participação na ocultação de provas. A defesa de Cléber informou que os fatos ainda estão sendo apurados e que o réu colabora com as autoridades. Já os advogados de Maicon afirmam que ele não teve qualquer envolvimento com o crime e que atuam para reverter a prisão.
De acordo com a coordenadora de comunicação da Polícia Científica, Patrícia Braga, a análise genética foi concluída poucos dias após o início dos trabalhos. Ela explicou que a identificação foi possível mesmo com a existência apenas de restos mortais. Outros exames seguem em andamento para esclarecer a dinâmica da morte, e o resultado deve ser apresentado nos próximos dias em conjunto com a Polícia Civil. Apesar de o laudo oficial ainda não estar pronto, o advogado da família informou que foi encontrada uma bala alojada na cabeça de Daiane.
Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava em Caldas Novas havia cerca de dois anos, onde administrava apartamentos da família alugados para turistas. De acordo com a investigação, conflitos com o síndico começaram após a mudança dela para o prédio.
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Durante mais de 40 dias, familiares e policiais buscaram pistas sobre o paradeiro da corretora. Imagens de câmeras de segurança e vídeos gravados pela própria vítima mostram Daiane reclamando da falta de energia e descendo até o subsolo do edifício pouco antes de desaparecer. A hipótese de desaparecimento voluntário foi descartada, já que ela saiu de casa vestindo roupas comuns e manteve contato com amigos momentos antes.
Cléber foi preso no dia 28 de janeiro, quando confessou ter matado Daiane após uma discussão no subsolo. Ele levou a polícia até uma área de mata em Ipameri, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, onde o corpo foi encontrado.

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