Polícia procura quadrilha acusada de apagar multas e transferir veículos ilegalmente
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o esquema movimentou cerca de R$ 1 milhão. Além do servidor, outras quatro pessoas são investigadas e continuam foragidas.

Um servidor do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) é suspeito de chefiar uma organização criminosa investigada por realizar mais de 600 transações ilegais no sistema do órgão, incluindo transferências irregulares de veículos, retirada de multas e exclusão de restrições.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o esquema movimentou cerca de R$ 1 milhão. Além do servidor, outras quatro pessoas são investigadas e continuam foragidas. Na última operação, realizada nesta semana, foram cumpridos mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Valparaíso de Goiás, Teresina (PI) e Santiago (RS).
Os foragidos identificados pela investigação são Chana Rodrigues Macedo, Alexandre Macedo da Rosa, Pedro Cruz e Caio Rafael de Jesus Leite Furtado.
Investigação
As investigações começaram há cerca de um ano, após uma servidora denunciar o uso indevido de sua senha de acesso ao sistema do Detran. De acordo com a polícia, inicialmente os criminosos utilizavam as credenciais da funcionária, mas depois o servidor suspeito teria criado acessos “fantasmas” para continuar realizando as fraudes sem levantar suspeitas.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o grupo atuava em parceria com despachantes que ofereciam os serviços ilegais a terceiros. Cada operação custava, em média, R$ 2 mil. Ainda conforme a investigação, o dinheiro pago pelos clientes era depositado diretamente na conta da esposa do servidor investigado.
A polícia afirma que as fraudes causavam prejuízos tanto para proprietários de veículos — que tinham automóveis transferidos indevidamente — quanto para o Governo do Distrito Federal, que deixava de arrecadar valores relacionados a multas e restrições removidas ilegalmente.
O Detran-DF informou que as irregularidades foram descobertas por meio de monitoramento interno em parceria com a Polícia Civil. O órgão afirmou ainda que reforçou os mecanismos de segurança e bloqueou o acesso do servidor investigado, que poderá perder o cargo após processo disciplinar.

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