Polícia encontra corpo de corretora que desapareceu em Caldas Novas; síndico está preso
Restos mortais de Daiane Alves foram localizados nesta quarta-feira (28) em uma região de mata na própria cidade

O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro de 2025, foi encontrado em uma área de mata na cidade de Caldas Novas. Durante a operação da força-tarefa da Polícia Civil, realizada na manhã desta quarta-feira (28), duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime.
O corpo de Daiane foi encontrado já em estado de ossada, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. O próprio síndico, Cleber Rosa de Oliveira, foi quem indicou a localização exata aos policiais. Em conversa com as autoridades, ele tentou livrar o filho e o porteiro de culpa, alegando que agiu sozinho. Segundo sua versão, ele teria discutido com a corretora no subsolo do prédio e, durante o conflito, cometeu o assassinato e ocultou o cadáver na região rural.
Após semanas de buscas intensas e investigações sigilosas, as equipes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) e do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) localizaram os restos mortais da corretora. O local foi isolado para perícia, que deve determinar como Daiane foi morta e se houve ocultação de cadáver por longo período.
Logo nas primeiras horas da manhã, informações preliminares chegaram a circular indicando que o síndico do prédio onde Daiane morava, o filho dele e o porteiro teriam sido presos. No entanto, em nota oficial, a Polícia Civil de Goiás confirmou, até o momento, a execução de dois mandados de prisão contra o síndico e o filho. O porteiro do Edifício Ametista Tower também foi conduzido à delegacia.
Ao ser conduzido à delegacia, o funcionário tentou sustentar a versão de que a noite do desaparecimento teria sido normal. No entanto, a Polícia Civil fez uma varredura no celular dele e descobriu que o homem sabia exatamente o que tinha acontecido. O porteiro acabou detido por omissão de informações e por esconder detalhes cruciais que poderiam ter acelerado a solução do caso. A polícia agora apura se ele foi cúmplice ou se foi ameaçado para ficar calado.
Relembre o caso
Daiane sumiu na noite de 17 de dezembro, após descer ao subsolo do Edifício Ametista Tower para verificar uma queda de energia que, segundo a família, foi causada propositalmente para atraí-la até o local. A corretora vivia uma guerra judicial contra o síndico do prédio, Cleber Rosa de Oliveira, que a perseguia e já havia tentado expulsá-la do condomínio.
A polícia agora trabalha para confirmar se os presos são os mesmos que já possuíam histórico de conflitos com a vítima. Com a localização do corpo, o caso deixa de ser tratado como desaparecimento e passa a ser investigado como homicídio qualificado.

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