Polícia Civil indicia vigilante por homicídio de idosa no hospital
Os investigadores também indiciou, Ronaldo do Nascimento, o homem trans que cometeu o crime, e explicou que ele não tinha intenção de matar, mas assumiu o risco ao manipular os aparelhos ligados à vítima

A Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) concluiu o inquérito sobre a morte da idosa Neuza Cândida, ocorrida no último dia 07 de abril, no Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), com o indiciamento de Ronaldo do Nascimento e um segurança da unidade, que não teve o nome divulgado.
Os investigadores apuraram que Ronaldo do Nascimento não conhecia a vítima e não possuía a intenção de matá-la. Contudo, para a Polícia Civil, ele assumiu o risco de matar ao manipular a idosa, especialmente suas vias aéreas, sem autorização, sem conhecimento técnico para tal e em razão do estado de saúde já debilitado da vítima, motivo pelo qual foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado.
A polícia também afirma que o crime foi cometido por meio de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A segunda pessoa indiciada foi um vigilante vinculado a uma empresa que presta serviço de segurança de forma terceirizada ao Hugo.
De acordo com as investigações, o vigilante deixou de observar protocolos de segurança básicos e autorizou a entrada do investigado Ronaldo do Nascimento em área restrita do hospital, fato esse que possibilitou a morte da vítima.
Como o vigilante não agiu com dolo, no entender da Polícia Civil, ele foi indiciado pelo crime de homicídio culposo.
Na conclusão do inquérito, a Polícia Civil sugeriu ao Poder Judiciário a realização de incidente de insanidade mental no investigado Ronaldo do Nascimento, uma vez que há nos autos indícios de que ele seja portador de alguma doença psiquiátrica, a fim de verificar se ele era, ao tempo do fato, inimputável.
O documento agora fica à disposição do MP, que deve denunciar os acusados à Justiça, que pode ou não acatar o pedido.

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