Polícia apreende fuzis, metralhadoras e outras armas de CAC investigado por violência doméstica
Serão apurados os crimes de posse ou porte irregular de arma de fogo de uso restrito e comércio ilegal de arma de fogo, previstos nos artigos 16 e 17 do Estatuto do Desarmamento.

A Polícia Civil de Goiás, durante ação fiscalizatória da Delegacia do Consumidor em lojas de armamentos em Goiânia, apreendeu, no último sábado (25), armas de fogo, munições e insumos para produção dos artefatos. O acervo apreendido tem valor estimado em mais de R$ 700 mil e pertence a um homem, nome não divulgado, com Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e é investigado por violência doméstica.
Ao todo, foram apreendidas 46 armas registradas e a medida teve como respaldo o artigo 27, §5º, do Decreto nº 11.366/2023.
A delegada responsável pela investigação, Débora Melo, explica que a regulamentação, vigente desde o dia 1° de janeiro, estabelece que quem é investigado por qualquer crime doloso, deve perder a posse das armas. “No caso de crimes contra a mulher, a apreensão das armas deve ser feita de forma imediata”, disse.
O homem está proibido de chegar perto da ex-esposa desde o dia 13 de março. A polícia chegou até o homem após fiscalização em lojas que comercializam armas em Goiânia.
A investigadora conta que mesmo se não houvesse a medida protetiva contra o homem, seu arsenal ainda assim seria apreendido por supostas fraudes. “Grande parte de seu acervo estava com o registro irregular perante ao exército. São situações de falsidade ideológica”, fala.
As armas apreendidas foram avaliadas em mais de R$ 700 mil. Dentre elas, metade são de cano longo e a outra de cano curto. Há modelos de metralhadora, fuzil, espingarda, pistola e revólver.
Serão apurados os crimes de posse ou porte irregular de arma de fogo de uso restrito e comércio ilegal de arma de fogo, previstos nos artigos 16 e 17 do Estatuto do Desarmamento.

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