PMs são presos acusados de integrar grupo de extermínio que matou empresário; coronel é alvo de buscas - veja vídeo
Grupo seria responsável pela execução de um empresário, dono de uma pastelaria, em Goiânia, vítima que também era investigada por um esquema de desvio de R$ 10 milhões na Secretaria de Saúde

Três policiais militares foram presos na manhã desta quinta-feira (4) durante uma operação da Delegacia de Homicídios de Goiânia que apura a atuação de um suposto grupo de extermínio ligado a agentes da ativa da Polícia Militar. Outros dois homens, que não pertencem à corporação, também foram detidos.
Os presos são o primeiro sargento Leniker Brenno Campos Aires de Oliveira, que inclusive faz parte da segurança do vice-governador do estado de Goiás. O outro preso é o terceiro sargento Tiago Lemes de Oliveira. Agentes da Delegacia de Homicídios fez também o cumprimento de buscas na casa do Coronel Alessandro Regis Reis de Carvalho, que atualmente ocupa um cargo de alto escalão também ligado ao Serviço Aéreo do Estado de Goiás (SAEG).
As prisões ocorreram em meio a intensa movimentação de viaturas e equipes da Casa Militar em frente à Delegacia de Homicídios. Um dos presos — o sargento Tiago Lemes, lotado em Trindade — foi filmado deixando a unidade em um carro da Corregedoria da PM. Ele vestia bermuda, chinelo e camiseta, e não estava algemado. Após passar pelo IML para exame de corpo de delito, foi encaminhado ao presídio militar localizado no Setor Marista, no Batalhão Anhanguera.
As informações preliminares apontam que o grupo seria responsável por pelo menos um homicídio sob apuração: o assassinato de Fabrício, dono de uma pastelaria, morto no início de outubro na porta do estabelecimento, em Goiânia. A vítima já havia sido alvo de outra operação da Polícia Civil que investigava um esquema de desvio milionário — estimado em R$ 10 milhões — na Secretaria de Saúde.
Investigadores apuram se a morte do empresário teve características de execução, possivelmente com o objetivo de interromper o fluxo de informações relacionadas ao esquema de desvio de recursos.
Dois homens apontados como cúmplices dos policiais também foram levados para a delegacia nesta manhã. Após serem ouvidos, deixaram o local em direção à Delegacia de Capturas, por não integrarem a Polícia Militar. De acordo com apurações da reportagem, eles atuariam em conjunto com os PMs na formação do suposto gr*po de extermínio.
Um dos sargentos presos trabalhava na equipe de segurança do vice-governador de Goiás.
A Polícia Civil informou que não irá se manifestar oficialmente neste momento sobre a operação ou sobre o andamento das investigações. Todas as informações divulgadas até agora vêm de fontes que acompanham o caso de perto.
As prisões desta quinta consolidam a existência de uma investigação de alto impacto envolvendo agentes públicos da ativa, suspeitos de arquitetar execuções e de agir à margem das instituições que representam.

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