PM vai a posto de combustível, agride e ameaça frentista após briga de trânsito
Crime aconteceu na cidade de Turvânia, região central de Goiás, na sexta-feira (29) e tem gerado indignação.

Um vídeo registrado por câmeras de segurança mostra um policial militar, nome não informado, agredindo um frentista de 24 anos em um posto de combustíveis na cidade de Turvânia, região central de Goiás. O caso ocorreu na sexta-feira (29) e tem gerado indignação. Assista o vídeo no final da reportagem
Nas filmagens, o policial aparece parando no posto para abastecer sua moto. Vestindo uma camiseta preta e calça jeans, ele discute com a vítima.
O trabalhador se afasta, mas o policial parte para cima dele e desfere um soco em sua cabeça. O frentista não revida, mas o policial continua cercando e agredindo-o.
Além das agressões físicas, o frentista também foi ofendido verbalmente pelo policial. Ele relatou: “Ele me falava que eu não era homem, falava para eu avançar nele. Que eu tinha que ser humilhado mesmo. A todo momento ele tentava me forçar a avançar nele.”
O frentista disse ainda que o policial o ameaçou com uma arma e o agrediu fisicamente. Sentindo-se oprimido e com muito medo, o trabalhador desabafou: “Ele ficou me ameaçando com arma e me agredindo. Fiquei com medo demais. Ainda estou com medo, não estou saindo de casa.”
Outros dois funcionários do posto de combustíveis presenciaram a situação de agressão.
A Polícia Militar informou que o agente envolvido estava de folga no momento da agressão e não teve sua identidade divulgada.
O frentista afirmou que conheceu o policial há quatro meses durante uma situação de ultrapassagem em uma rodovia, mas desde então não havia tido mais nenhum contato com ele.
Posicionamento da Polícia Militar
Em nota oficial, a Polícia Militar de Goiás informou que: policiais militares se deslocaram para o local do fato, qualificaram as partes envolvidas e lavraram o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
A Corregedoria da Instituição constatou que o policial estava fora do serviço policial militar no momento da conduta.
Foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as circunstâncias do caso.
A Polícia Militar reafirma seu compromisso com o cumprimento da lei e não compactua com desvios de conduta praticados por seus membros.

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