PM faz megaoperação por terra e ar para prender sargento da FAB; veja vídeo
Perseguição começou no DF e terminou em Novo Gama, Goiás, deixando moradores locais assustados. Sargento transportava mulher na carroceria e levantou suspeita de sequestro

Sargento da Força Aérea Brasileira (FAB), nome não divulgado, causou uma intensa perseguição policial com a Polícia Militar que começou no Distrito Federal e terminou em Novo Gama, Goiás, deixando moradores locais assustados. A sequência dos fatos parecia com filme de ação, com direito a 10 viaturas e até um helicóptero.
A ocorrência começou quando a Polícia Militar, durante uma patrulha de rotina, avistou uma caminhonete em altíssima velocidade com uma mulher na carroceria. Levantando suspeitas de um possível sequestro, os policiais iniciaram uma perseguição ao veículo. Ao abordarem o carro, descobriram que o condutor era um sargento da FAB que alegou estar apenas dando uma carona — prática que afirmava ser comum na região.
Além do risco aparente, os policiais notaram que o veículo possuía quase R$ 8 mil em débitos. O sargento disse ter adquirido o veículo apenas três dias antes e ainda não havia feito a transferência. Ele pediu compreensão aos colegas de farda, mas a solicitação foi negada.
O sargento foi acompanhado pela polícia com a intenção de conduzirem até o Detran do Distrito Federal para apreensão do veículo. Entretanto, aproveitando uma oportunidade durante o trajeto, ele entrou no acostamento e tentou fugir em direção a Santa Maria, próxima ao entorno DF, até a região de Novo Gama em Goiás.
A perseguição foi registrada pela câmera de segurança na rodovia DF-290, que mostrava o asfalto calmo sendo subitamente interrompido por uma caminhonete e uma viatura em alta velocidade, seguidas por mais dez viaturas e um helicóptero da polícia.
A perseguição finalmente terminou em Novo Gama, onde o sargento foi novamente cercado pelas autoridades. Resistindo às ordens dos policiais, ele acabou preso em flagrante, sendo levado à delegacia, onde reiterou insultos aos policiais e afirmou que sua carreira estaria ameaçada. Chegou a alegar ter sido torturado e alvo de disparos de arma de fogo pela polícia, acusações prontamente negadas pela Polícia Militar.
Os policiais justificaram a necessidade do uso de algemas para garantir a sua segurança e a dos demais envolvidos. No entanto, negaram qualquer abuso de força ou tiros durante a operação.
A Força Aérea Brasileira declarou que tratará o caso como crime comum a ser investigado e julgado pelo judiciário criminal. Mesmo que não seja condenado, o sargento poderá enfrentar um processo administrativo dentro da FAB, analisando possíveis desvios de conduta e normas éticas estipuladas pelo regulamento disciplinar da aeronáutica.
Imagens divulgadas pela TV Anhanguera

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