PM é acusado de dar “calote” e atirar em travesti após sexo; vítima em estado grave - veja vídeo
Caso foi registrado na região dos motéis em Aparecida de Goiânia e o militar alegou que sofreu tentativa de roubo e atirou em legítima defesa

Um suposto programa sexual entre o Capitão da Polícia Militar de Goiás, identificado como Walker Ferreira Mendonça, até então lotado no Tribunal de Justiça, e uma travesti, terminou em briga, acusação de “calote” e a “garota de programa” baleada na região dos motéis em Aparecida de Goiânia.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o Capitão atira na travesti. O flagrante ainda mostra que o militar estaria na região de prostituição com o carro oficial do TJGO, uma Ford Ranger preta.
Segundo testemunhas, outras transexuais da região, o Capitão da PM teria contratado um programa sexual e como o militar se recusou a pagar pelos serviços, a travesti teria tentado tomar a corrente de ouro.
Revoltado, o militar deu a volta no quarteirão, retornou ao local, onde a trans estava, e efetuou os disparos. Um tiro acertou o abdômen e o outro a perna.
Durante a confusão o Capitão deixou a identidade funcional cair no local.
A versão contada pelas “testemunhas” não bate com o depoimento dado pelo militar.
De acordo com a ocorrência, o Capitão se apresentou na companhia do advogado na Central de Flagrantes e informou que teria sido vítima de tentativa de roubo no Setor Santa Luzia, em Aparecida de Goiânia.
Em depoimento, o policial disse que três indivíduos tentaram roubar a corrente de ouro dele, a carteira e ao se identificar como policial, dando-lhes voz de prisão, estes teriam resistido e ainda tentaram tomar a arma de fogo, de propriedade da Polícia Militar, uma Pistola, Beretta, calibre 9mm.
Ainda segundo o militar, diante da situação, revidou às agressões com dois tiros. Em seguida saiu do local e informou os fatos ao seu advogado e seguiu à Central de Flagrantes de Goiânia para relatar os fatos a autoridade policial presente.
Se o Capitão estiver mentindo à Justiça, pode responder por prevaricação, uso de viatura oficial, comunicação falsa de crime e tentativa de homicídio.
Caso segue em investigação.

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