PM desocupa terras invadidas pelo MST em Goiás
Ação da Polícia Militar de Goiás (PMGO) desocupou, neste domingo (26), a antiga Fazenda São Lukas, em Hidrolândia.

Ação da Polícia Militar de Goiás (PMGO) desocupou, neste domingo (26), a antiga Fazenda São Lukas, em Hidrolândia (36 km da Capital), que havia sido invadida por cerca de 600 famílias do Movimento Sem Terra (MST) ainda na madrugada de sábado (25).
Segundo a PM, a desocupação ocorreu de forma voluntária após conversas e negociações com advogados e lideranças do MST. A São Lukas foi desocupada ainda no começo da noite.
De acordo com o MST, a ação fez parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre em todo país durante o mês de março. Sobre a fazenda goiana, o movimento ressaltou que a área ocupada hoje integra o patrimônio da União desde 2016. Mas, antes, a propriedade pertencia a um grupo criminoso, condenado, em 2009, pelos crimes de exploração sexual e tráfico internacional de pessoas.
A Superintendência de Patrimônio da União de Goiás, órgão vinculado ao Ministério da Economia, afirmou, também nesse domingo (26), que deu início às tratativas com o braço estadual do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para incluir a antiga Fazenda São Lukas nos programas de reforma agrária.
A fazenda, que possui mais de 678 metros quadrados, pertencia ao suíço Pietro Chiesa, condenado por organizar esquema de tráfico internacional de mulheres e meninas para prostituição e usava a propriedade como “rota”.
O crime foi descoberto em 2002, quando a propriedade e outros bens do suíço foram arrestados para a União, após julgamento pela Justiça Federal do Goiás.
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Entenda o caso
Pelo menos 600 famílias, que integram o Movimento Sem Terra (MST), invadiram a Fazenda São Lukas, no município de Hidrolândia (36 km de Goiânia), na madrugada deste sábado (25).
A terra é de posse da União, após ter sido tomada de um grupo condenado em 2009 por exploração sexual e tráfico humano. A investigação foi feita por meio da Polícia Federal em 2009 e terminou com a condenação dos acusados – que aprisionavam mulheres e levavam para Suíça onde eram exploradas sexualmente.
O MST afirma que a ação do grupo faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra e exige que a propriedade seja entregue à reforma agrária.
"Exigimos que esta área, que antes era usada para violentar mulheres, seja destinada para o assentamento destas famílias, para que possamos produzir alimentos saudáveis e combater as violências", destacou Patrícia Cristiane, da direção nacional do MST, ao jornal Folha de São Paulo.

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