PM acusado de comprar criança vai continuar preso
Mulher do policial teve a prisão domiciliar decretada; MP pediu retirada de guarda da filha do casal

A Justiça do Pará decidiu manter preso o sargento da Polícia Militar de Goiás detido por suspeita de tentar comprar uma criança recém-nascida no arquipélago do Marajó. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (4), durante audiência de custódia. A mulher dele, também investigada por tráfico de pessoas, teve a prisão convertida em prisão domiciliar monitorada em Goiás.
Além disso, o Ministério Público solicitou a retirada da guarda da menina de 8 anos que estava com o casal no momento da prisão, segundo informou o delegado Hennison Jacob, responsável pelo caso.
As investigações apontam que o sargento Adedilson Alves Viana e a esposa viajaram por diversas cidades do Pará demonstrando interesse em recém-nascidos e oferecendo dinheiro para intermediar a compra de bebês, especialmente na região do Marajó, evitando o processo legal de adoção. A atuação suspeita do casal foi denunciada anonimamente, dando início ao inquérito.
Durante a prisão, policiais apreenderam uma arma, munições e um enxoval de bebê, reforçando indícios do plano criminoso. A criança que acompanhava o casal foi acolhida pelo Conselho Tutelar à espera do pai biológico.
A Polícia Militar de Goiás confirmou o caso e informou que a Corregedoria acompanha todas as etapas da investigação. O sargento estava afastado das funções desde 28 de dezembro, aguardando transferência para a reserva.

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A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
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