Piloto de lancha que matou goiana tem prisão preventiva decretada
Além da bióloga Laryssa Galantini, Mário André Machado Cabra, natural de Maceió (AL), também não resistiu aos ferimentos. Outras duas ficaram pessoas feridas.

Aldir do Rosário Amor Divino, piloto da lancha envolvida em um acidente na ilha de Boipeba, pertencente ao município de Cairu, no baixo sul da Bahia, teve a prisão preventiva decretada na terça-feira (2) após audiência de custódia. A informação foi confirmada por José Raimundo Nery Pinto, coordenador regional da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia Civil (Coorpin), em Valença, responsável pelas investigações, ao G1 da Bahia.
O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (29) e resultou na morte da bióloga goiana Laryssa Galantini, de 35 anos, e de Mário André Machado Cabral, de 34 anos, natural de Maceió (AL), além de deixar outras duas pessoas feridas, incluindo o piloto da embarcação atingida, no último dia 29.
Aldir foi preso em flagrante horas depois do acidente e foi transferido para o presídio de Valença ainda nesta quarta-feira (04), de acordo com a Polícia Civil.
Ele será responsabilizado pelos crimes de expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, e por praticar atos que dificultem a navegação marítima, fluvial ou aérea, conforme os artigos 261 e 258 do Código Penal, respectivamente. A pena para esses crimes varia de 4 a 12 anos de prisão, com agravantes devido à submersão da lancha e às lesões corporais graves e morte resultantes do acidente.
Segundo testemunhas, Aldir chegou a prestar socorro às vítimas, mas fugiu pouco depois e foi encontrado com sinais de embriaguez. Passageiros também afirmaram ter presenciado o piloto consumindo bebidas alcoólicas durante o passeio. No entanto, o teste do bafômetro realizado horas após o acidente não detectou a presença de álcool.
O delegado José Raimundo explicou que o intervalo de tempo entre o acidente e o exame pode ter influenciado o resultado, uma vez que o teste foi realizado pela Marinha por volta das 23h, enquanto o acidente ocorreu às 15h.
O resultado do exame toxicológico, que será divulgado no início da próxima semana, será anexado ao inquérito. Caso seja comprovado que o piloto estava sob efeito de álcool durante o trabalho, ele será considerado reincidente, uma vez que já se envolveu em outro acidente após pilotar uma lancha sob influência de bebidas alcoólicas, resultando em ferimentos em uma pessoa.
A Capitania dos Portos também está investigando o caso e informou que as duas embarcações colidiram de frente em um local conhecido como “Rio do Inferno”, nas proximidades do Encantado, no trecho conhecido como Cruzinha, na ilha de Boipeba.
O delegado descreveu o “Rio do Inferno” como um canal estreito onde é necessário navegar com velocidade reduzida quando o nível do rio está baixo, a fim de evitar acidentes.
Segundo as investigações da Polícia Civil e da Marinha, o piloto seguia com velocidade excessiva.
A embarcação atingida saiu de Valença e transportava passageiros até Boipeba, em uma viagem que dura, em média, uma hora e meia. A outra embarcação realizava um passeio pela região, conhecido como “Volta à Ilha”, que contorna o território e faz paradas em pontos estratégicos.

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