Pai tortura e mata filha por causa de "xixi no chão", vai preso e "aparece" morto na cela
Adrian Juliano cumpria pena de 33 anos por homicídio triplamente qualificado após torturar e matar a própria filha de 5 anos em 2023, crime que chocou a cidade de Monte Santo de Minas

O detento Adrian Juliano Martins Herculano, condenado por torturar e matar a própria filha de apenas 5 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba, em Minas Gerais.
Segundo informações iniciais, os indícios apontam para enforcamento. O corpo foi localizado por volta de 6h20, quando agentes penitenciários foram acionados para atender uma ocorrência na cela. Ao chegarem ao local, encontraram o detento pendurado por uma corda improvisada feita com um lençol.
Adrian estava preso no complexo desde 14 de fevereiro de 2025.
O caso agora será investigado pelo Conselho Disciplinar do presídio, que também deve ouvir os demais detentos que estavam na mesma cela.
Crime que chocou a região
O crime que levou Adrian à prisão ocorreu em 2023, na cidade de Monte Santo de Minas, no Sul de Minas, e causou grande comoção no município e em toda a região.
De acordo com as investigações, ele torturou e matou a própria filha, de apenas 5 anos, após se irritar porque a criança teria feito xixi no chão de casa.
Segundo o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, depois do crime ele ateou fogo no corpo da menina e tentou ocultar o cadáver para eliminar provas.
Pela Justiça, Adrian foi condenado a 33 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, além dos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver.
Histórico criminal
Conhecido pelos apelidos de “Limãozinho” e “Abacaxi”, Adrian já tinha histórico criminal desde a adolescência.
Em 2017, ele foi encaminhado para um centro socioeducativo para menores infratores. Já na fase adulta, acumulou diversas condenações, principalmente por tráfico de drogas, somando cerca de 50 boletins de ocorrência registrados nas polícias Civil e Militar.
Agora, as circunstâncias da morte dentro da cela serão analisadas pela administração do presídio.

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