Operação contra golpe do “Novo Número” coloca 27 bandidos na cadeia em Goiânia
Ação denominada de 2 Face foi deflagrada na manhã desta terça-feira (05) para desmantelar uma quadrilha especializada em aplicar golpes com perfis falsos no WhatsApp

A Polícia Civil de Goiás deflagrou a Operação 2 Face, na manhã desta terça-feira (05), contra um grupo criminoso especializado em aplicar golpes com perfis falsos no WhatsApp, chamado de “Golpe do Número Novo”.
Até a publicação desta reportagem, a ação da polícia seguia em andamento, mas somente em Goiânia 27 pessoas já tinham sido presas.
A operação também acontece nos estados de São Paulo, Roraima, Pará e Minas Gerais.
De acordo com a polícia goiana, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), após ser procurada por vítima prudentina que teve prejuízo de R$ 34.391,00, em 11 de agosto de 2021, instaurou inquérito policial e passou a investigar o fato.
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Em pouco tempo, vislumbrou que, em verdade, não se tratava de um caso isolado, mas de outras dezenas de vítimas enganadas pela mesma fraude eletrônica.
Desta maneira, considerando o relevante número de casos idênticos verificados em registros de vítimas pela cidade de Presidente Prudente e região, além, anunciados em redes sociais que se multiplicaram com o tempo da investigação e o anúncio do mesmo crime e prejuízos, tudo foi encaminhado ao Seccold (Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro) para análise precedente e emissão de relatório técnico.
Com sete meses de ações de inteligência, em atos legítimos autorizados pela Justiça competente e pareceres favoráveis do Ministério Público paulista, com os cruzamentos de informações em fontes abertas e fechadas, em tese, houve o desvendamento dos crimes que possibilitou a representação cautelar policial, todas deferidas, que subsidiou o deferimento de 41 (quarenta e um) mandados de prisões preventivas; 56 (cinquenta e seis) mandados de buscas domiciliares; bloqueios e sequestros de contas cadastradas em 41 CPF’s, além, de uma dezena de sequestros de contas em cripto ativos.
Em tese, a ação busca desarticular possível organização criminosa com atuação predominantemente em Goiás, que utilizava ardil em fraude eletrônica, primeiro, obtendo fotografia em rede social e aplicativo de mensagem de vítimas para, depois, em busca e auxílio de outros criminosos digitais (com o cruzamento de informações) entrar em contato com familiares próximos (amigos, sócios, etc. – todos pesquisados em redes sociais) informando a troca de prefixo telefônico (em chip cadastrado com a foto do conhecido) e, após, solicitando valores sob alegação de problema no aplicativo bancário.
Parte dos contratados fazem o pagamento e, apenas depois do encontro com os entes reais, descobrem o crime.
Com o grupo e com o resultado das buscas realizadas nesta manhã, que se beneficiou de soma que pode superar a R$ 3 milhões nos últimos meses, a polícia busca a identificação de outros comparsas, bem como novas vítimas e patrimônio ocultado no branqueamento de Capital.
Todos os presos permanecerão nos estados de origem e serão indiciados 10 (dez vezes – entre consumados e tentados) pela prática do crime de estelionato eletrônico, falsidade ideológica, falsa identidade, integrar organização criminosa, além do ilícito de lavagem de dinheiro.
Por fim, apenas no Estado de São Paulo será possível o esclarecimento de pouco mais de 600 (seiscentos) fatos criminosos registrados nas cidades paulistas, além de centenas ocorridas em outros Estados da Federação.
O nome da operação foi escolhido em tradução simples da escrita americana “two face”, usando o número não extenso, “duas faces” – em metáfora ao ardil eletrônico usado pelos criminosos que solicitam dinheiro das vítimas passando por conhecidos, inclusive, com fotografias retiradas das redes sociais ou telefônicas.
A operação foi deflagrada simultaneamente pela Polícia Civil de Roraima, Minas Gerais, Pará, Goiás e São Paulo, com participação de 70 policiais civis da área do Deinter 8.

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