Mulher perde R$ 150 mil em golpe de falso sequestro da mãe
Nesse período, foram transferidos aproximadamente R$ 300 mil. Do total, R$ 150 mil foram recuperados por meio de estornos bancários.

Uma mulher de Goiás perdeu cerca de R$ 150 mil após cair em um golpe de falso sequestro que usava informações detalhadas sobre sua família e empresa. Segundo a Polícia Civil, os criminosos chegaram a levantar dados pessoais e profissionais, o que fez com que a vítima acreditasse que a mãe estava em poder dos golpistas. Sete pessoas já foram presas em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
De acordo com a delegada Thaynara Andrade, responsável pela investigação, o crime aconteceu em abril de 2024. A vítima recebeu uma vídeochamada em que os suspeitos alegavam estar com a mãe dela. Durante a ligação, foi possível ouvir a voz de uma mulher, o que aumentou a credibilidade da farsa.
“Eles citaram nomes de familiares, datas de aniversário e até informações sobre a empresa agropecuária da família. Acreditando que a mãe corria risco, ela realizou diversas transferências bancárias”, relatou a delegada.
Ao longo de cerca de seis horas, os criminosos exigiram que a vítima compartilhasse a tela do celular, acompanhando cada movimentação. Nesse período, foram transferidos aproximadamente R$ 300 mil. Do total, R$ 150 mil foram recuperados por meio de estornos bancários.
O golpe só foi descoberto no dia seguinte, quando a mãe da vítima apareceu em casa. Durante todo o tempo, a filha estava em contato com os golpistas e foi impedida de falar com outros familiares.
Prisões
A investigação identificou os responsáveis por receber parte dos valores transferidos. Até agora, foram presos dois suspeitos em Belo Horizonte (MG), quatro em Guarujá (SP) e outros no Rio de Janeiro, nas cidades de Mesquita, Duque de Caxias e São João de Meriti. No total, sete prisões já foram confirmadas.
Segundo a delegada, os envolvidos vão responder por extorsão e associação criminosa. Além disso, a polícia realiza uma investigação financeira, com quebra de sigilo bancário, para identificar os mentores do esquema e os destinatários finais do dinheiro.
Orientações da Polícia
A delegada destacou que golpes desse tipo costumam se apoiar em dados obtidos em vazamentos na internet, muitas vezes de cadastros, CNPJs e redes sociais. No caso da vítima goiana, os criminosos mapearam familiares e informações da empresa antes de agir.
Para reduzir riscos, a Polícia Civil recomenda:
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Evitar exposição de dados pessoais em sites e redes sociais;
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Não acessar páginas suspeitas ou de procedência duvidosa;
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Atenção ao criar contas online;
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Cuidado com links recebidos por e-mail ou SMS;
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Evitar abrir mensagens que possam instalar vírus no celular ou computador.
Como medida adicional, a polícia sugere que famílias estabeleçam um “código de segurança” entre si. Assim, em caso de suposto sequestro ou situação de risco, é possível confirmar rapidamente a veracidade do contato.

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