Uma mulher de 40 anos foi agredida por quatro homens dentro do Mercado Público do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, na madrugada de sexta-feira (23). A ação foi registrada por um celular e as imagens circulam nas redes sociais. Três dos envolvidos usavam fardas semelhantes às de vigilantes.
O episódio ocorreu no interior do mercado, localizado na avenida Luiz Cabral de Oliveira, no centro da cidade. A Polícia Civil de Pernambuco abriu investigação para apurar as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis. Até a última atualização, não havia presos.
As imagens mostram a vítima sentada em uma calçada enquanto dois homens permanecem em pé à sua frente, segurando cassetetes. Em determinado momento, um deles se afasta e retorna cerca de um minuto depois, quando as agressões têm início. A mulher cai no chão e, em seguida, outros dois homens se juntam à ação.
A gravação, com cerca de três minutos de duração, indica ainda a presença de pessoas que acompanham a cena à distância; uma delas registra a ocorrência com o celular. Ao final, um dos agressores arrasta a vítima para fora do mercado. Não há informações oficiais sobre o local para onde ela foi levada após o episódio.
A polícia confirmou que a mulher recebeu atendimento hospitalar, mas não divulgou detalhes sobre o estado de saúde. O nome da vítima não foi informado.
Em nota, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho afirmou que, assim que tomou conhecimento do ocorrido, acionou a Polícia Militar para a identificação e prisão dos responsáveis. O município informou também a abertura de procedimento administrativo para apurar eventual responsabilidade pela contratação irregular de segurança privada para atuar em espaço público, sem autorização do poder público.
A gestão municipal declarou não manter vínculo com grupos privados de segurança no Mercadão ou em outros espaços do município e repudiou “veementemente” a atuação de milícias. Disse ainda que repudia qualquer forma de violência, manifestou solidariedade à vítima e afirmou que prestará apoio e acompanhamento por meio dos órgãos competentes.
A Secretaria Estadual de Defesa Social (SDS) informou que o caso está sob “intensa investigação” e que a ocorrência foi registrada inicialmente como lesão corporal pela Força Tarefa de Homicídios Metropolitana Sul, após o hospital que atendeu a mulher acionar o Disque 190.