Menina de 5 anos baleada na cabeça em ataque de facção morre no hospital
Ana Clara estava com a irmã de 15 anos, baleada na barriga, quando a casa, em Catalão, foi invadida. O primo usou as meninas para se defender e fugiu pelo telhado

A pequena Ana Clara Magioto Gonçalves, 5 anos, “usada” como escudo humano pelo próprio primo e baleada na cabeça durante invasão de criminosos em casa, na Rua B, no bairro Evelina Nour II, em Catalão (275 km da Capital), no início da tarde da última sexta-feira (19), não resistiu à lesão e teve a morte constatada na manhã desta segunda-feira (22), em Goiânia, na unidade de saúde onde estava internada desde o crime.
Adolescente de 15 anos, irmã de Ana Clara, também foi feita de escudo humano, foi baleada na barriga e segue internada no Hospital Municipal de Catalão com estado de saúde considerado estável.
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Entenda o caso
Dois homens armados chegaram de moto à Rua B, no bairro Evelina Nour II, em Catalão, no início da tarde dessa sexta-feira (19), invadiram a casa e “abriram fogo” contra uma adolescente, 15 anos, baleada na barriga, e a irmã dela, 5 anos, alvo de um tiro na cabeça, deixando as vítimas em risco de morte.
As irmãs foram socorridas por familiares e encaminhadas ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, onde deram entrada em estado extremamente grave.
Polícia Militar (PM) foi acionada, isolou o endereço e comunicou o fato à Delegacia de Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica (PTC), responsáveis pelos procedimentos no andamento da ocorrência.
Informações preliminares apontas que quatro homens em duas motos chegaram ao endereço, por volta das 13h20, quando dois invadiram e começaram a atirar, atingindo a adolescente e a criança. Em seguida, correram para a rua, subiram nas motos, onde os comparsas aguardavam e fugiram.
Policiais civis e militares deram início ao trabalho de identificação dos assassinos, o que foi possível com imagens de câmeras de segurança que registraram os quatro trafegando de moto pela região. Em seguida, conseguiram localizar e prender dois.
Outros dois já foram identificados, mas seguem foragidos.
A princípio, a investigação da Polícia Civil aponta que o crime teria sido motivado por brigas entre facções rivais. Os quatro suspeitos tinham o objetivo de matar o primo das vítimas, que seria membro de uma facção.
"As vítimas não têm nada relacionado com os autores. Não era o desfecho que eles queriam. Eles queriam sim atingir o rapaz que é relacionado ao crime", explicou o Major Dieson Ribeiro do Carmo.
A polícia disse que o primo prestou depoimento e admitiu ter usado as meninas para se proteger. Após as duas serem baleadas, ele ainda fugiu do local pelo teto da casa.
Caso segue em investigação.

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