Médico suspeito de "acariciar" adolescente durante atendimento é preso em Goiânia
À época do crime, o Ministério Público de Goiás (MPGO) pediu a prisão do indivíduo, mas a Justiça determinou medidas cautelares contra o profissional.

O médico Alfredo Carlos Dias Mattos Júnior, de 55 anos, suspeito de assediar uma adolescente durante um atendimento, foi preso nesta sexta-feira (14) em ação conjunta da Polícia Militar (PM) e Polícia Civil (PCGO), em Goiânia. A ação ocorreu após a Justiça de Morrinhos decretar a prisão do profissional de Saúde. As investigações apontam a possível existência de outras vítimas.
“Em uma ação integrada entre PM e Central e Flagrantes, prendemos o médico que estava com mandado de prisão”, informou o delegado Humberto Teófilo, em vídeo publicado nas redes sociais. O homem teria violentado a paciente de 17 anos durante atendimento em 2023. À época, o Ministério Público de Goiás (MPGO) pediu a prisão do indivíduo, mas a Justiça determinou medidas cautelares contra o profissional.
Em fevereiro deste ano, o médico, que já foi condenado pelo feminicídio da ex-mulher, foi denunciado por abuso sexual da jovem. Segundo a denúncia do MPGO, Alfredo teria se aproveitado de sua posição profissional para cometer o abuso durante um atendimento. A vítima, que procurou o profissional devido a dores no estômago, foi submetida a exames e, posteriormente, o médico alegou que ela possuía uma condição chamada “anteversão do útero”.
Sob o pretexto de realizar um procedimento para corrigir essa suposta condição, o médico teria instruído a paciente a retirar a roupa e a teria tocado em seus seios e na região íntima, alegando que estava reposicionando o útero. A mãe da adolescente, que acompanhava a consulta, percebeu o desconforto da filha e pediu que o cirurgião gástrico interrompesse o procedimento.
Após o ocorrido, a adolescente e sua mãe procuraram outro médico, que informou que o procedimento realizado pelo profissional anterior não tinha embasamento técnico. Diante disso, elas decidiram denunciar o caso ao MPGO.
O feminicídio da ex-companheira ocorreu no final dos anos 1990, quando ele matou Magda Maria Braga de Mattos, em Nova Lima (MG). Na época, ele dopou a mãe da vítima com um suco e injetou álcool no soro da ex, que estava internada para tratar de dores abdominais. Segundo o processo, Alfredo não aceitava que Magda estivesse em outro relacionamento.

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