Médico é acusado de introduzir abortivos na vagina da namorada; jovem perde bebê
Ainda segundo testemunho da mãe, o casal se encontrava ocasionalmente, e a jovem passou a ter episódios recorrentes de mal-estar após a ingestão de sucos oferecidos por Venâncio

O médico recém-formado Venâncio Tavares Trindade, 25 anos, é acusado de ter provocado um aborto em sua namorada de 27 anos durante um fim de semana "romântico" em Pirenópolis, o que a família dela classifica como uma "emboscada". A denúncia, feita pela mãe da vítima, relata que Venâncio teria introduzido comprimidos abortivos na vagina da jovem enquanto ela dormia, resultando na perda do bebê de três meses de gestação. Ele segue investigado pela Polícia de Goiás.
De acordo com o relato da mãe da vítima à polícia, a jovem ficou grávida em julho, fruto da relação com Venâncio, seu colega de faculdade. Desde o início, o médico teria manifestado o desejo de não ter filhos, sugerindo um aborto, o que foi prontamente recusado pela namorada, que contava com o apoio de sua família para levar a gravidez adiante.
Ainda segundo testemunho da mãe, o casal se encontrava ocasionalmente, e a jovem passou a ter episódios recorrentes de mal-estar após a ingestão de sucos oferecidos por Venâncio. Em uma dessas ocasiões, a mulher sofreu cólicas intensas e sangramento, necessitando de hospitalização para preservar a gravidez.
A Emboscada em Pirenópolis
A polícia investiga a alegação de que Venâncio teria armado uma emboscada ao convidar a namorada para um passeio em Pirenópolis, prometendo casamento e uma vida em família. No segundo dia da viagem, a jovem adormeceu profundamente e, ao acordar, percebeu que o namorado havia inserido comprimidos em seu canal uterino.
Desesperada, a vítima buscou ajuda na pousada onde estavam hospedados. A recepcionista acionou a Polícia Militar, mas Venâncio já havia fugido. A mulher foi transferida para Goiânia, mas, infelizmente, não conseguiu manter a gestação. Médicos que a atenderam removeram dois comprimidos de seu útero, que foram enviados para análise pericial.
A polícia já ouviu diversas testemunhas e aguarda resultados de perícias para avançar no caso. Os prontuários médicos da vítima e os exames toxicológicos estão entre as evidências que sustentam a investigação.
Venâncio Tavares Trindade, que teve sua inscrição no Conselho Regional de Medicina validada em junho deste ano, ainda não foi preso. Ele enfrenta acusações de aborto sem consentimento, crime que pode resultar em pena de 3 a 10 anos de prisão.
A defesa de Venâncio não foi localizada para comentar o caso.
O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) afirmou que investigará a conduta do médico. Enquanto isso, a vítima continua em recuperação, lidando com os efeitos colaterais dos medicamentos administrados contra sua vontade.
A polícia ainda não definiu a data para o interrogatório de Venâncio, mas a expectativa é que as investigações avancem rapidamente, permitindo que o caso seja encaminhado ao judiciário em breve.

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