Marido de juíza que matou homem que invadiu chácara muda versão
nicialmente, à Polícia Militar, o suspeito afirmou que a arma pertencia ao homem morto. No entanto, em depoimento à Polícia Civil, ele mudou sua versão, alegando que a arma era dele.

O marido da juíza acusado de matar o homem que invadiu a propriedade da família, em Niquelândia, no norte de Goiás, onde teria atacado uma criança de 9 anos, mudou a versão sobre a arma usada no fato.
Inicialmente, à Polícia Militar, o suspeito afirmou que a arma pertencia ao homem morto. No entanto, em depoimento à Polícia Civil, ele mudou sua versão, alegando que a arma era dele. O advogado de defesa, Matheus Moreira Borges, explicou que houve um “mal-entendido” entre seu cliente e os policiais militares, pois o investigado estava muito nervoso no momento da abordagem.
“O que vai ser levado para os autos e o que vai ser analisado pelo magistrado é aquilo que ele falou em delegacia. Na hora ali, pressionado pela polícia, nunca tinha passado por isso, a gente não sabe o que ele teria dito”, afirmou o advogado.
O advogado de defesa também reforçou que a reação do investigado foi motivada pela necessidade de proteger sua família, especialmente seu neto, uma vez que ele nunca havia tido qualquer contato anterior com a vítima.
O marido da juíza chegou a ser preso, mas foi liberado após pagar uma fiança de R$ 10 mil.
Na delegacia, a versão do investigado foi um pouco diferente. Ele contou que ouviu gritos de socorro do neto, que estava sendo agarrado pelas pernas pelo desconhecido. Temendo pela segurança de sua família, foi ao quarto, pegou uma arma e mandou o homem sair do local. O homem fugiu, mas continuou ameaçando retornar. Por isso, ele saiu do condomínio, tentando afastá-lo, e ao longo de uma caminhada de cerca de 150 metros, o homem avançou sobre ele.
Durante a luta corporal, o investigado disparou acidentalmente contra o homem, causando sua morte. Após o incidente, deixou o local e jogou a arma fora. Segundo o marido da juíza, o homem que invadiu sua propriedade parecia estar descontrolado, falando de maneira desconexa e repetindo as palavras “matar, matar, matar”. O investigado diz que não sabia se o desconhecido estava drogado ou embriagado.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias do crime e as contradições nas versões apresentadas pelo suspeito.
Entenda o caso
O incidente ocorreu no sábado, 14 de setembro, do lado de fora do condomínio de chácaras onde a família da juíza reside. Segundo o suspeito, um homem pulou o muro da casa e começou a arrastar seu neto de 9 anos. Ao ver a situação, o investigado correu em direção ao homem, que conseguiu fugir, pulando novamente o muro.
O marido da juíza afirmou que correu atrás do homem e, na rua, o desconhecido sacou uma arma e atirou contra ele, mas errou o disparo. Em seguida, ele entrou em luta corporal com o desconhecido, conseguiu desarmá-lo e disparou contra ele no rosto. Após o incidente, voltou para casa, informou o filho sobre o ocorrido e fugiu de carro, jogando a arma em um matagal.

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