Mais de 20 mulheres se unem para denunciar dentista suspeita de "sequelar" pacientes
O grupo também tem servido como espaço para compartilhamento de documentos, laudos médicos e orientações sobre como formalizar denúncias junto às autoridades.

Pacientes que afirmam ter sido prejudicadas por procedimentos realizados pela dentista Valéria Martins Ribeiro estão se mobilizando para acompanhar as investigações e fortalecer as denúncias contra a profissional. Um grupo criado em um aplicativo de mensagens reúne atualmente 21 mulheres que trocam informações sobre os casos e discutem os próximos passos judiciais e policiais.
Segundo relatos das participantes, pelo menos 18 integrantes se consideram vítimas diretas de intervenções estéticas que teriam causado problemas de saúde ou sequelas. O grupo também tem servido como espaço para compartilhamento de documentos, laudos médicos e orientações sobre como formalizar denúncias junto às autoridades.
Antes de se tornar alvo das investigações, Valéria mantinha forte presença nas redes sociais. Ela se apresentava como especialista em procedimentos faciais, especialmente lipo de papada, e acumulava mais de 74 mil seguidores. Em suas publicações, afirmava já ter realizado atendimentos em cerca de 2,5 mil pacientes. Após a repercussão das denúncias, os perfis vinculados à dentista foram retirados do ar.
Não tinha autorização
As apurações conduzidas pela polícia apontam que, embora a profissional possuísse registro regular para atuar como cirurgiã-dentista, ela não teria autorização para executar determinados procedimentos investigados. Entre eles estão cirurgias com finalidade estética que extrapolariam as atribuições permitidas à odontologia.
A lista inclui intervenções como rinoplastia, blefaroplastia, lifting de sobrancelhas, otoplastia, ritidoplastia e alectomia, além de outros procedimentos realizados em regiões da cabeça e do pescoço que agora são analisados pelas autoridades.
Nos áudios compartilhados entre as integrantes do grupo, mulheres relatam dificuldades para acompanhar o andamento dos processos e demonstram preocupação com a evolução das investigações. Também há um esforço coletivo para localizar outras possíveis vítimas e incentivá-las a registrar boletins de ocorrência.
Leia mais:
Polícia flagra funcionária da dentista presa em Goiânia escondendo "materiais usados"
Veja quem é a dentista presa por suspeita de "sequelar" pacientes em clínica do Bueno; vídeo
Relatos de pacientes
Uma das participantes contou ter procurado a polícia após sofrer complicações decorrentes de um procedimento realizado há aproximadamente três anos. Segundo ela, além do registro criminal, também foi proposta uma ação na esfera cível em busca de reparação pelos danos alegados.
A paciente afirma que o boletim de ocorrência foi registrado há quase dois anos e que, na época, passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Recentemente, ela teria sido chamada para uma nova avaliação pericial, cujo resultado poderá integrar os autos da investigação.
As integrantes acreditam que o surgimento de novos depoimentos pode contribuir para o esclarecimento dos fatos e fortalecer eventuais medidas judiciais futuras. Há ainda a expectativa de que as informações reunidas possam subsidiar uma possível ação coletiva envolvendo as pacientes.
Além dos relatos, o grupo trabalha na organização de provas documentais, incluindo exames, laudos médicos e registros fotográficos. Todo o material deverá ser encaminhado às autoridades competentes para auxiliar na apuração dos casos.
Em uma das mensagens compartilhadas, uma das mulheres relata que peritos teriam apontado dificuldades para aprofundar algumas análises técnicas em razão do tempo decorrido desde a realização dos procedimentos questionados. Ainda assim, ela afirma aguardar a conclusão de um parecer técnico que poderá ser anexado ao inquérito policial.
Com informações do Jornal Opção

Irmãos de 9 e 4 anos são encontrados em situação de abandono em Goiás; veja vídeo
A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
Esposa revela que homem morto a tiros na frente da filha devia agiota; assista
Esiel Cavalcanti, de 38 anos, estava acompanhado da filha pequena quando foi baleado; esposa acredita que dívida pode estar por trás do crime













