Mãe denuncia estupro coletivo contra criança de 9 anos em banheiro de escola
O abuso teria ocorrido há 15 dias, mas a vítima, temendo ameaças, só relatou o caso após sentir dores

A mãe de uma criança de nove anos denunciou à Polícia Civil que o filho teria sido vítima de estupro coletivo dentro de um banheiro da Escola Municipal Orlando Nigro, em Cuiabá, no Mato Grosso. Segundo o relato, o crime teria sido cometido há 15 dias por um grupo de cinco alunos, todos adolescentes de 12 anos. O caso é investigado sob sigilo, mas a mãe da vítima alega não ter recebido apoio ou orientação da unidade de ensino até o momento.
De acordo com o boletim de ocorrência, a criança de nove anos começou a sentir fortes dores na região íntima. Ao ser questionado pela mãe, o menino contou que outros alunos o esperavam no banheiro da escola para cometer os abusos.
A mãe acredita que seu filho possa não ser a única vítima do grupo, e que os adolescentes teriam ameaçado o menino, impedindo-o de contar o que estava acontecendo.
Cronologia da Denúncia e Reação da Escola
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17 de novembro: A mãe do aluno registrou o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, relatando o abuso que teria ocorrido em 28 de outubro.
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18 de novembro: A mãe procurou a escola para solicitar a transferência do filho e relatou o caso à diretoria. A escola, então, acionou o Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Educação (SME), e o caso foi encaminhado para a Rede Protege, seguindo os protocolos.
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24 de novembro: A Polícia Civil requisitou documentos e imagens das câmeras de segurança da escola referentes à data do crime.
Apesar da colaboração da escola e da Secretaria de Educação com as investigações, a mãe da vítima se queixou ao g1 da falta de suporte: “Até agora não tivemos retorno. Pedi uma reunião com os pais, mas ignoraram meu pedido e disseram para eu procurar a Secretaria de Educação”.
O caso é tratado com sigilo pela Polícia Civil, por se tratar de menores de idade, e segue em investigação.

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A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
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