Madrasta que ajudava servidor "lavar" dinheiro do tráfico também "trabalhava" na Câmara de Goiânia
Victor Hugo, que segue foragido, era assessor especial na Casa e recebia R$ 4.520. Ingrid Stephen, tinha o mesmo cargo e salário, mas trabalhava em setor diferente. Ambos foram contratados em janeiro

Ingrid Stephen Corrêa Silva, servidora da Câmara de Vereadores de Goiânia, foi presa por tráfico de drogas, e seu enteado, Victor Hugo Barbosa da Silva, 21 anos, que também trabalhava na Câmara, segue foragido pelo mesmo crime. A família é suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e, segundo a polícia, mantinha uma vida de luxo com o dinheiro do crime, que chegaram a movimentar R$ 300 milhões em apenas três meses.
Ingrid, que está presa, é madrasta de Victor Hugo Barbosa da Silva, de 21 anos, que está sendo procurado pela polícia. Até a semana passada, ambos trabalhavam na Câmara de Vereadores de Goiânia.
Victor Hugo era assessor especial na Câmara, trabalhando na diretoria de transporte e abastecimento, e recebia R$ 4.520. A madrasta, Ingrid Stephen, tinha o mesmo cargo e salário, mas trabalhava na Comissão de Finanças, Orçamento e Economia. Ambos foram contratados no mesmo mês, janeiro de 2025.
Ingrid e seu marido, Sávio Barbosa Ferreira, pai de Victor Hugo, foram presos na última sexta-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil. Victor Hugo permanece foragido.
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A polícia descobriu que os três administravam duas empresas para lavar o dinheiro do tráfico de drogas: uma de autopeças e outra transportadora. No entanto, segundo a polícia, ambas eram de fachada. Em uma delas, a família movimentou mais de 300 milhões de reais em apenas três meses, dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
A família é apenas uma parte de um grupo criminoso maior. As investigações apontaram que o grupo era dividido por núcleos, com integrantes em Goiás, no Distrito Federal, na região Nordeste do país e também no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de onde vinham as drogas.
Câmara Municipal de Goiânia disse que determinou a exoneração da servidora Ingrid Stephanie Corrêa da Silva e de Victor Hugo Barbosa na última sexta-feira (28).
Outro lado
A Defesa da Família Investigada disse que ainda não teve acesso a toda a investigação, porém desde já nega a participação nos crimes. Disse ainda que vai provar a inocência de todos.

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