Justiça solta motorista "bêbado" que atropelou e matou idosa 73 anos no Dia das Mães
A decisão de conceder a liberdade provisória ao motorista partiu do juiz Lourival Machado da Costa durante a audiência de custódia

Motorista que bebeu e causou o trágico acidente ocorrido no último domingo (11), Dia das Mães, no Setor Chácaras Retiro, em Goiânia, e resultou na morte de uma idosa de 73 anos, identificada como Benedita Lopes de Sousa, foi colocado em liberdade durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (12).
Benedita Lopes varria a calçada de sua residência quando foi atingida pelo veículo.
O sinistro aconteceu nas proximidades da Avenida Perimetral Norte, na noite de domingo, um dia após o aniversário da Sra. Benedita Lopes de Sousa. Imagens capturadas por câmeras de segurança da região registraram o momento em que o motorista, visivelmente embriagado, perdeu o controle do automóvel, invadiu a calçada e atropelou a idosa fatalmente.
Em depoimento às autoridades, o condutor alegou não se recordar dos detalhes do ocorrido. Ele informou que estava a caminho da casa de um amigo quando perdeu o controle do veículo. O motorista confessou aos policiais que, momentos antes do acidente, havia participado de uma celebração na casa de sua sogra, onde consumiu bebida alcoólica, e dirigiu logo em seguida.
A decisão de conceder a liberdade provisória ao motorista partiu do juiz Lourival Machado da Costa durante a audiência de custódia. Em sua fundamentação, o magistrado citou o artigo 312 do Código de Processo Penal, que estabelece que a prisão preventiva deve ser decretada como garantia da ordem pública, entre outros requisitos.
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Considerando que o motorista é réu primário, possui endereço fixo e trabalho lícito, o juiz entendeu que a prisão preventiva não seria a medida mais adequada no momento. Dessa forma, a prisão em flagrante foi convertida em medidas cautelares diversas da prisão. Entre as imposições determinadas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica e a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor.
A liberação do motorista, apesar da gravidade do crime e do contexto de embriaguez ao volante, levanta discussões sobre a aplicação da lei e a sensação de impunidade em casos de acidentes de trânsito fatais causados por condutores alcoolizados. O inquérito policial seguirá para apurar todas as circunstâncias do atropelamento e o Ministério Público poderá oferecer denúncia contra o motorista pelos crimes cometidos.

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