Jovem de 19 anos é preso por invadir sistemas e "mandar prender" Lula e Moraes
Eduardo Henrique Amorim utilizava credenciais roubadas para inserir mais de 90 mandados falsos

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desmantelou, nesta sexta-feira (27), um esquema de invasão cibernética que parecia roteiro de filme. O alvo principal, Eduardo Henrique Amorim, de 19 anos, foi preso preventivamente em Caldas Novas, acusado de ser o cérebro por trás de ataques massivos contra os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Eduardo não operava apenas superficialmente. Segundo as investigações, ele utilizava credenciais de um policial penal para acessar o Banco Nacional de Mandados. Com esse acesso, ele inseriu documentos falsos de extrema gravidade, incluindo mandados de prisão contra o presidente Lula (PT) e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
O conhecimento técnico do jovem permitiu que ele manipulasse ferramentas essenciais da justiça, como o Sisbajud (bloqueio de valores) e o Renajud (restrição de veículos). Eduardo não agia apenas por "diversão":
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Venda de Liberdade: O grupo comercializava alvarás de soltura e baixas de mandados na internet, ajudando criminosos a sair da cadeia ou evitar prisões.
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Bloqueios Indevidos: Realizava o bloqueio de bens e contas bancárias de terceiros.
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Dark Web: Vendia dados de acesso aos sistemas judiciais para outros criminosos.
A operação revelou que o esquema era profissional. Além do hacker de Caldas Novas, um adolescente de 15 anos foi identificado como participante. A mãe do menor foi presa em Brasília, sob suspeita de gerir o lucro das atividades ilícitas e fornecer o suporte logístico para os ataques.
Ao todo, estima-se que Eduardo tenha inserido mais de 90 mandados falsos no sistema nacional, gerando um caos administrativo e de segurança nos protocolos de cibersegurança do país.

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