Investigação da PC afirma que médica do Hetrin mentiu ao dizer que sofreu “abuso de autoridade”
De acordo com a corporação, a mulher foi levada à delegacia porque desacatou agente que solicitava realização de um exame de corpo de delito em um suspeito de violência doméstica.

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a denúncia de suposto abuso de autoridade, cometido por policiais civis contra uma médica do Hospital Estadual de Trindade (Hetrin), no dia 18 de novembro. De acordo com a investigação, a profissional de saúde “mentiu” ao afirmar ter sido tratada com truculência após negar atendimento prioritário na unidade. Ela foi detida em flagrante por desacato.
Trechos de vídeos registrados pelos próprios agentes da Polícia Civil mostram o momento em que a mulher recebeu voz de prisão para ser conduzida à delegacia. Conforme apurado durante as investigações, concluiu-se que a versão apresentada inicialmente pela médica não precede. A PC também afirma que testemunhas foram ouvidas e corroboram para veracidade das imagens do circuito de segurança, e captadas pelos agentes.
Outro ponto destacado pelas investigações dão conta que os próprios funcionários do Hetrin, em depoimento, afirmaram que não havia paciente no consultório médico quando os policiais adentraram. Os policiais teriam seguido todo o protocolo da unidade, inclusive enfrentaram fila para a retirada da senha, o que contradiz a versão da profissional de que os agentes teriam exigido atendimento prioritário.
Além disso, a profissional não teria sido colocada em uma cela ou trancada, assim como não teve celular retido e não foi obrigada a permanecer na delegacia após o depoimento. Ela foi liberada para retorno ao plantão médico após prestar esclarecimentos. A informação é do Mais Goiás.
A profissional afirma que a investigação ‘diverge da realidade’. De acordo com a corporação, a mulher foi levada à delegacia porque desacatou agente que solicitava realização de um exame de corpo de delito em um suspeito de violência doméstica. As imagens que a polícia teve acesso mostraram ainda que o policial desacatado permaneceu com coldre velado, sem que a arma estivesse exposta. O que contraria a versão dada pela médica de que o agente a intimidava manuseando a arma.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram remetidos ao Poder Judiciário, estando à disposição do Ministério Público de Goiás (MP-GO). Uma cópia foi encaminhada à Corregedoria de Polícia Civil, que apura a conduta dos policiais; ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) e à diretoria do Hetrin.

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