Homem usava solvente para apagar carimbo de “proibida a venda” e comercializar para farmácias
O material reforça a existência de um esquema estruturado para dissimular a origem dos medicamentos e simular regularidade comercial.

A Polícia Civil de Goiás interditou na manhã desta segunda-feira (data) um galpão clandestino usado para manipular irregularmente embalagens de medicamentos, em Aparecida de Goiânia. A ação, coordenada pela Central de Flagrantes, contou com apoio da Vigilância Sanitária Municipal e da Guarda Civil Metropolitana, e resultou na prisão em flagrante do responsável pelo local.
A operação foi desencadeada após uma denúncia anônima informar que o endereço funcionava como depósito clandestino para recebimento de medicamentos destinados exclusivamente a instituições públicas. No galpão, segundo a denúncia, as embalagens eram adulteradas: o carimbo “proibida a venda ao comércio” era removido para que os produtos fossem inseridos ilegalmente no mercado.
Ao chegarem ao local, as equipes constataram que o galpão operava sem qualquer licença sanitária. Foram apreendidos grandes volumes de medicamentos — alguns ainda com a marcação original e outros já com a rotulagem adulterada — comprovando a prática fraudulenta de reembalagem.
Os agentes também encontraram uma mesa usada para suprimir os carimbos originais, equipada com solvente químico (óleo de banana), flanelas, cotonetes e embalagens manipuladas. O material reforça a existência de um esquema estruturado para dissimular a origem dos medicamentos e simular regularidade comercial.
Diante das irregularidades e do risco à saúde pública, a Vigilância Sanitária interditou totalmente o galpão e apreendeu administrativamente todas as mercadorias da marca envolvida. O responsável foi autuado e preso em flagrante pelo crime previsto no artigo 7º, inciso IX, da Lei 8.137/1990, que trata de comercialização de produtos impróprios ao consumo. Ele foi conduzido à Central de Flagrantes para os procedimentos legais.
Em nota, a Polícia Civil reforçou o compromisso de combater atividades clandestinas e práticas que colocam em risco a saúde da população e violam normas sanitárias.

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