Homem transfere PIX para conta errada e acaba morto ao cobrar dinheiro; veja vídeo
Apontado como autor do homicídio, “Cearazinho” afirmou aos agentes que a vítima teria transferido por engano um PIX de R$ 950 para sua conta pessoal

Uma transferência bancária feita por engano terminou em morte e confusão no bairro 15 de Maio, na noite de quinta-feira (20), em Várzea Grande. O caso está sob investigação da Polícia Civil como homicídio qualificado, tendo como principal alvo o comerciante conhecido pelo vulgo “Cearazinho”, apontado como autor do golpe fatal.
A ocorrência foi inicialmente atendida por seguranças do Pronto-Socorro Municipal, que acionaram a Guarda Municipal de Várzea Grande após dois homens darem entrada gravemente feridos. Um deles, de 54 anos, apresentava machucados na cabeça causados por pedaços de madeira. O outro, Inácio Terpilowazki Neto, 44, havia sido atingido por golpes de arma branca na região abdominal.
Inácio não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de chegar ao hospital. Com a confirmação da morte, familiares da vítima tentaram invadir a unidade de saúde e chegaram a quebrar uma porta de vidro. Três viaturas e duas motocicletas da Guarda Municipal foram mobilizadas para conter o tumulto e evitar novos danos ao patrimônio público.
Investigado relata versão e diz ter sido atacado
Apontado como autor do homicídio, “Cearazinho” afirmou aos agentes que a vítima teria transferido por engano um PIX de R$ 950 para sua conta pessoal. Dono de um pequeno comércio, ele disse que não conseguiu devolver o valor integral porque sua conta bancária estava negativa, e parte do dinheiro teria sido automaticamente debitada.
Segundo o investigado, familiares de Inácio teriam ido cobrar a devolução do dinheiro e o agredido com pedaços de madeira. Nesse momento, o comerciante diz ter usado uma faca para se defender — golpeando o homem de 44 anos, que acabou morrendo pouco depois.
Ambos foram socorridos por populares e levados ao Pronto-Socorro, onde Inácio faleceu. Após atendimento médico, “Cearazinho” foi conduzido para a Central de Flagrantes, onde deve responder por homicídio. A faca utilizada foi localizada pelos guardas no local indicado pelo suspeito e encaminhada à autoridade policial como prova.
Linha de investigação
A Polícia Civil busca esclarecer:
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Se houve legítima defesa, como alega o investigado;
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A participação de outros envolvidos nas agressões;
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O real motivo da cobrança feita pelos familiares da vítima;
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Quais pessoas teriam iniciado a confusão que resultou na morte.
Até o momento, o único investigado formalmente é o comerciante conhecido como “Cearazinho”, que permanece como alvo principal da investigação policial por homicídio.
O laudo da perícia e os depoimentos das testemunhas devem definir se o caso será tratado como crime doloso ou excesso de legítima defesa — ponto considerado decisivo para o futuro jurídico do suspeito.

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